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Home Saúde e Bem Estar

“Lembro-me da sensação de morrer. Era muito agradável”  

by Sandra Xavier
Maio 7, 2026
in Saúde e Bem Estar
Foto do médico Carlos Veiga publicada no seu site de Coerência Bioemocional/DR

Foto do médico Carlos Veiga publicada no seu site de Coerência Bioemocional/DR

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Foi dado como morto depois de meia hora privado de oxigénio no cérebro, mas, na altura, achou que sobreviveu “por sorte”. Apesar do ceticismo próprio de um médico, não foi na Ciência que Carlos Veiga encontrou a explicação para o sucedido. A resposta viria, anos mais tarde, através dos ensinamentos do espanhol Enric Corbera, que “com muita coerência” lhe deu as respostas que a medicina não conseguiu.  Abandonou a cirurgia ortopédica para ensinar o método “Coerência Bioemocional” e ser “médico da mente”, onde, defende, começam todas as doenças. O Integrall esteve à conversa com Carlos Veiga, que vai dar uma palestra sobre o tema, no próximo dia 30 de maio, pelas 17h30, no Encontro de Alternativas, em Sintra.

 Integrall: Foi no momento em que foi dado como morto que a sua vida mudou?

Carlos Veiga: Não foi, exatamente, nesse momento. Na época, eu ainda era muito jovem, tinha 32 anos e quatro anos como médico, a minha vida profissional estava a começar e eu ainda era muito cético, como todos os médicos, em relação à vida espiritual, à vida e à morte. Por isso, eu encarei o que me aconteceu como obra do acaso, como sorte ou azar. Algumas pessoas perguntavam-me se tinha sido obra de Deus e eu respondia: “mas quem é que O colocou à minha frente?”. Aquele momento não foi uma virada de chave, essa aconteceu alguns anos mais tarde quando comecei a entender que o mundo físico tinha as suas mensagens e a relacionar-me com médiuns canalizadores. Foi aí que comecei a perceber que havia um mundo, que não o da academia médica com regras fixas, que havia outra forma de entender a vida.

“Até hoje nenhum médico conseguiu responder-me porque é que o meu cérebro não ficou danificado depois de privado de oxigénio por 30 minutos”

Integrall: O que que aconteceu para ser dado como morto?

Carlos Veiga: Eu estava a tomar banho e intoxiquei-me com monóxido de carbono, entrei em coma e fiquei 30/35 minutos sem oxigenar o cérebro. Fui diagnosticado com morte cerebral e isso foi o que mais me chamou à atenção, anos depois, porque um cérebro humano não pode ficar mais do que três minutos sem oxigénio e eu fiquei mais de meia hora – estava para lá de morto. Então, a atividade cerebral já não existia– os médicos davam-me com morte cerebral -, mas o coração ainda batia, o que dava alguma esperança, só que o tempo sem oxigénio tinha sido tão grande que os médicos acreditavam que, mesmo que eu voltasse ou que sobrevivesse, por alguma razão, ficaria com um dano cerebral severo, porque o cérebro não foi abastecido de oxigénio por muitos minutos. Isso foi algo que me despertou muito a atenção, pois nenhum médico conseguia responder porque é que o meu cérebro não ficou danificado. Essa pergunta ficou sem resposta, passei mais de 10 anos à procura de uma resposta e a medicina não conseguia dar-ma. Foi então que decidi ir procurar noutros sítios, procurar outras formas de resposta.

Integrall: Até hoje não conseguiu nenhum colega seu conseguiu encontrar uma explicação científica para o que lhe aconteceu?

Carlos Veiga: Não, até hoje não há nenhuma explicação científica para isso, muito pelo contrário, o que me aconteceu acabou por tornar-se motivo de chacota de muitos colegas meus que, ao perceberem que eu estava à procura de respostas de outra maneira, começaram a chamar-me nomes, chamavam-me “padre, pastor curandeiro, bruxo”, enfim, tudo, porque eu não estava a seguir a cartilha tradicional da medicina, embora continuasse a exercer como médico cirurgião.

Integrall: Cirurgião ortopédico?

Carlos Veiga: Sim, que é pragmático, mas não deixa de ser muito curioso como isso constituía uma ameaça para os meus colegas.

Integrall: Porquê?

Carlos Veiga: Porque olhar a medicina de outro ângulo parecia ir de encontro ao sistema de crença deles.

“O momento da morte é muito tranquilo”

Integrall: Disse numa entrevista que se lembra de como é que é morrer e de como é voltar, mas não se lembra de nada do lado de lá…

Carlos Veiga: Do outro lado não me lembro de nada, mas lembro-me da sensação de morrer e era uma sensação muito agradável, posso garantir às pessoas que o momento da morte é um momento muito tranquilo, nós somos muito protegidos.

Mais tarde, fui estudar a dimetiltriptamina, mais conhecidia como DMT, substância do grupo das triptaminas, semelhante à serotonina e à melatonina, todas derivadas do aminoácido triptofano. A triptamina DMT é uma molécula produzida pela glândula pineal, que é encontrada em pequenas doses no sangue quando sonhamos e em altas doses, no momento da passagem, no momento da morte –já é uma preparação biológica para um estado psicadélico; a dimetiltriptamina dá esse torpor para a passagem, que fica muito suave. Eu lembro-me dessa passagem: não tem nada de angustiante, até me emociono quando falo sobre isto (pausa com a voz embargada). Não há nada de angustiante na passagem, nada, nós somos muito preparados para fazer a passagem.

“A passagem é muito suave, não há nada de angustiante”

Integrall: Porque é que acha então que há tanto medo da morte?

Carlos Veiga: Por desconhecimento. Nós fomos orientados a pensar que a morte é a única certeza da vida e isso é uma grande mentira. A única certeza que temos na vida não é que vamos morrer – essa certeza não temos – a única certeza que temos é de que estamos vivos e isso não se ensina a nenhuma criança, pelo contrário, desde crianças morremos de medo da morte porque nos disseram que essa é a única certeza, não é verdade. Há dezenas e dezenas de comunicações mediúnicas, todos os dias, dando conta que a vida não termina.

“Há muitas formas de comunicação com o mundo invisível”

Integrall: Qualquer pessoa qualquer pessoa pode ter acesso a essas comunicações?

Carlos Veiga: Qualquer pessoa. Basta frequentar um centro onde haja canais e então, qualquer um pode entrar em contato com os seus familiares falecidos. Há muitas formas de comunicação com o mundo invisível.

Carlos Veiga esteve privado de oxigénio no cérebro durante meia hora/DR
O cirurgião ortopédico Carlos Veiga foi dado como morto após 30 minutos sem oxigénio no cérebro/DR

“O sono é uma morte temporária, nós voltamos para casa todas as noites”

Integrall: Também se pode comunicar através do sono que, de alguma forma, pode ser considerado uma morte temporária?

Carlos Veiga: O sono é uma morte temporária, nós voltamos para casa todas as noites. A matéria é muito densa e por isso, precisamos de um momento em que a mente desaparece. Esse momento é o chamado de sono profundo. Ali não há pensamento, não há sentimento, não há sensação física, não há perceções sensoriais – tudo que faz parte da mente -, então, o corpo desaparece, a mente desaparece, o mundo desaparece e o que fica é consciência pura.

“A verdade do que somos é o espírito (…) É sempre a consciência com ela própria, não existe outra coisa”

Integrall: Fica a alma?

Carlos Veiga: Eu considero a alma um conjunto de informações, é diferente do espírito. O espírito é quem somos na verdade. A alma seria a reunião das informações dos nossos antepassados. Existem almas e almas sobre almas, ou seja, núcleos de informação cada vez maiores, porque a nossa herança transgeracional é gigantesca, nós somos descendentes de milhões de pessoas. Se andarmos dez gerações para trás, ou seja, cerca de 300 anos, quer dizer que, pelo menos, 4000 pessoas tiveram de se juntar para estarmos a ter esta conversa – é muita gente, é muita informação e a informação é essa alma, é essa quantidade imensa de informações que somos nós. Nós somos essa energia e isso é a alma. A verdade do que somos é o espírito, o espírito são fagulhas, são centelhas divinas, nada mais do que mentes finitas, modulações da consciência para experimentar a si mesma. É sempre a consciência com ela própria, não existe outra coisa. Nós estamos aqui através de um sonho que a mente divina está a sonhar nesse instante.

Integrall: Quando teve o acidente era cético e continuou a sê-lo durante algum tempo. Quando é percebeu que havia outra forma de ver o mundo?

Carlos Veiga: Passei a ser muito curioso desde que tive o acidente e quando a internet começou a ganhar velocidade, por volta 2010, encontrei o local onde podia pesquisar muito, até que encontrei o professor Enric Corbera, em Barcelona. Nesse momento, percebi que havia professores, com muita coerência, a ensinar coisas sobre medicina e sobre espiritualidade e comecei a despertar.

Integrall: O que é que encontrou de diferente nos ensinamentos do professor Enric Corbera?

Carlos Veiga: Ele falava com muita coerência sobre questões que a medicina não me respondia.

“A medicina não explica como é que uma pessoa pode curar-se espontaneamente de um cancro, sem medicamentos, sem quimioterapia, sem nada”

Integrall: Por exemplo?

Carlos Veiga: Por exemplo, como uma pessoa pode curar-se espontaneamente de um cancro, sem medicamentos, sem quimioterapia, sem nada. Como? A medicina não explica isto. Porque é que o coração não tem cancro? A medicina não explica isto. Como é que uma mulher pode engravidar sem ter nenhum bebé no seu ventre? A medicina não explica isto. Enfim, a medicina não explica muitas coisas.

“Quem decide engravidar é a nossa mente inconsciente”

Integrall: Conhece casos de mulheres que tenham engravidado sem ter um bebé no ventre?

Carlos Veiga: Sim, muitos casos de gravidez psicológica e não são assim tão incomuns. Como é que a mente tem todo esse controlo sobre o corpo? Ao escutar os ensinamentos do professor Enric Corbera, começava a haver, finalmente, uma explicação para o meu caso. Foi aí que comecei a fazer uma associação entre as explicações que ele dava, baseadas nas cinco leis biológicas da medicina germânica do médico Ryke Geerd Hamer, e aquilo que tinha acontecido comigo.

Segundo essas leis, sabemos que há mulheres que engravidam, usando contracetivos e há outras que não usam e não engravidam, porque quem decide engravidar é a nossa mente inconsciente.

Integrall: Qual foi a explicação que encontrou para o que aconteceu consigo, à luz das cinco leis biológicas?

Carlos Veiga: O meu sistema nervoso parou de funcionar, por alguma razão, e o meu inconsciente biológico determinou que esta paragem era temporária e abasteceu o meu cérebro, de alguma maneira, embora não houvesse troca gasosa. Houve uma proteção biológica e por isso, não houve danos cerebrais.

“A vida na terra não é um sonho comum, é um pesadelo (…) São pouquíssimas as pessoas querem voltar (…) de alguma maneira, eu tinha alguma coisa para cumprir aqui”

Integrall: Pode dizer-se que ressuscitou?

Carlos Veiga: Pode ser que sim (risos). Na altura, eu tinha contato com um ser multidimensional chamado Bashar, dos mais coerentes que eu já vi e ele dizia que o que consideramos morte não é mais do que uma passagem, não é mais do que o despertar de um sonho. Ele dizia, também, que a vida na terra não é um sonho comum, é um pesadelo e são pouquíssimas as pessoas querem voltar, mas eu deveria ter uma razão muito forte para querer regressar – a todos nós é dada a oportunidade de voltar, mas quase ninguém quer. Então, de alguma maneira, eu tinha alguma coisa para cumprir aqui.

Integrall: E descobriu o que era?

“As doenças ou sintomas físicos não são erros da natureza”

Carlos Veiga: Sim, descobri. É uma mensagem.

Integrall: Que mensagem?

Carlos Veiga: A ideia de ficar neste plano físico para transmitir uma mensagem tem pelo menos dois aspetos principais. O primeiro diz respeito ao que chamamos de doenças ou sintomas físicos e a mensagem é de que eles não são erros da natureza (partindo do princípio de que a natureza não erra), o que chamamos de doenças são Programas Especiais da Natureza com Pleno Sentido Biológico, ou simplesmente SBS na linguagem das 5LB (Hamer).

A segunda tem a ver com a Consciência de Unidade ou simplesmente Filosofias Não Duais. Essa mensagem diz respeito aos ensinamentos de Jesus Cristo, Buda, Krishna, e outros avatares que por aqui passaram e encontra paralelo nos ensinamentos do Advaita Vedanta, no Tao Te Ching, no Taoismo, no Hinduísmo e em outras correntes orientais.

Transmitir aos meus semelhantes essa mensagem de paz, saúde e unidade é minha paixão.

“O médico alemão Hamer e Carl Gustav Jung são dois dos maiores génios que a Humanidade já viu”

Integrall: Um dos ensinamentos do professor Enric Corbera que mais o tocaram é o de que as doenças são soluções do inconsciente…

Carlos Veiga: Sim, o professor Enric Corbera é um grande divulgador dos descobrimentos do médico alemão Hamer que, na minha opinião, assim como Carl Gustav Jung, são os dois maiores génios que a Humanidade já viu, fora os avatares: Jesus Cristo, Buda, Krishna, Mitra, Zaratrusta, Confúcio, Perseu, enfim, tantos avatares que já passaram por aqui, mas ao nível de cidadãos comuns, o doutor Hamer e Carl Gustav Jung são, para mim, dos homens mais geniais que a Humanidade já conheceu.
Hamer trouxe-nos a informação muito poderosa de que não há doenças porque se olharmos para a natureza, não há falhas. Podemos procurar que não vamos encontrar falhas na natureza e o ser humano esqueceu-se que faz parte da natureza, nós somos seres da natureza. Se a natureza não falha, então, porque é que uma doença seria uma falha? Não faz sentido.

Integrall: Porquê?

Carlos Veiga: Porque é da natureza e a natureza não falha.

“O objetivo da doença é preencher um buraco que a mente cria devido a uma sensação de falta”

Integrall: Qual é o objetivo da doença?

Carlos Veiga: O objetivo da doença é preencher um vácuo, um buraco, um espaço que a mente cria devido a uma sensação de falta. Todas as enfermidades, todos os sintomas físicos – mesmo que sejam só um sintoma, porque há sintomas sem doença – são sempre uma forma que o inconsciente encontrou de preencher uma necessidade de falta que a mente criou, o que faz com que os programas biológicos, que estão no nosso DNA, sejam ativados. Nós somos a prova de que a biologia venceu todas as batalhas que enfrentou e em todas elas foi guardando a informação de como vencer – esses são os programas biológicos, com pleno sentido, que estão registados no nosso DNA. O que acontece é que, após 10 anos de tentativas, a Humanidade só conseguiu decifrar quatro por cento do DNA, dizendo que os outros 96% eram lixo, mas no lixo estão todos os programas biológicos que cumpriram o papel de informar o ser humano de que algo está errado na mente. O programa biológico a que chamamos de doença, não é nada mais do que a natureza a tentar avisar-nos que existe uma necessidade não preenchida – só no ser humano é que essa necessidade é criada, inventada porque quando há uma necessidade nos animais essa necessidade é física, existe realmente uma falta. Só o ser humano cria falta onde não há.

“O que significa a necessidade de falta? É querer que o outro mude”

Integrall: O que é que, segundo as leis biológicas, explica que umas pessoas que curem as doenças e outras não?

Carlos Veiga: Umas decidem mudar o seu perfil e outras não. O que significa a necessidade de falta? É querer que o outro mude. Então, algumas pessoas decidem que realmente não querem mais mudar o outro, mas, antes mudar-se a si mesmas – essas curam-se. Já as que decidem continuar à espera que a mãe mude, que o pai mude, que o marido mude, que a mulher mude, que os filhos mudem, essas não se vão curar.

Integrall: Não há casos no universo?

Carlos Veiga: Não há casualidades. Os antigos diziam que uma folha não cai de uma árvore se não houver necessidade.

Integrall: Portanto, há uma inteligência por trás de tudo?

Carlos Veiga: Há uma única inteligência e só ela existe.

Integrall: E onde é que fica o livre-arbítrio?

Carlos Veiga: Nós poderíamos dizer que o livre-arbítrio é uma criação mental, porque essa pergunta poderia ser respondida de duas maneiras. Há um breve momento em que pode decidir – que eu chamo de golpe – onde pode optar pelo amor ao invés do medo, mas isso vai transportá-la para uma realidade paralela onde essa realidade paralela também já está, por assim dizer, escrita de alguma maneira, ou seja, o seu livre-arbítrio seria a escolha de poder transitar entre uma realidade paralela e outra.

Integrall: O Carlos defende que há duas coisas que poderiam mudar o mundo em cinco minutos: a clareza de que nada não poderia ter acontecido e não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem. Parece simples, mas não é…

“Causamos dano ao outro por medo do que nos pode faltar”

Carlos Veiga: Apesar de todas as crianças escutarem essa frase dos pais, pelo menos uma vez, e de todas as religiões a terem como regra de ouro – eu estudei mais de dez religiões-, o ser humano adaptou-se às regras sociais com uma sensação de falta muito grande, acabando sempre por agir de acordo com a frase que diz: “farinha pouca, meu pirão primeiro”, ou seja, colocando os seus interesses acima do dos outros. O ser humano tem muita sensação de falta, como se amanhã fosse faltar, então, está sempre a ultrapassar a barreira do limite de fazer mal ao outro; causamos dano ao outro por medo do que nos pode faltar e essa acaba por ser uma informação que chega ao inconsciente coletivo, o qual tem um peso enorme sobre todas as nossas decisões.

Carlos Veiga deixou a cirurgia ortopédica para se tornar "médico da mente"/DR
O médico Carlos Veiga defende que o inconsciente coletivo tem um grande peso nas decisões/DR

“A única coisa que cura é o amor (…) Amor é um estado de consciência”

Integrall: Apesar de não haver casualidades, seja nos relacionamentos, seja na saúde, a verdade é que há pessoas que passam por grandes sofrimentos na vida. Como é que alguém aceita ou se pacifica com acontecimentos como a morte de um ente querido ou uma doença grave?

Carlos Veiga: Essa é uma pergunta reflexiva, com um conteúdo muito profundo, porque estamos a falar de pessoas que sofrem. Para responder a essa pergunta, devemos colocar-nos, por momentos, no papel dessas pessoas. Durante todos estes anos, em que acompanho pessoas que sofrem, como médico e como médico da mente, percebi que a única coisa que cura é o amor, mas nós não estamos acostumados a isso, porque fomos ensinados a uma forma de amar que corrompe a palavra “amor”. Então, hoje em dia, quando dizemos que amamos, que gostamos,a verdade é que isso não tem nada a ver com amor.

“Raramente falta algo no presente”

Amor não tem nada a ver com gostar, amor nem sequer é um sentimento, não é algo que se possa ter por outra pessoa. Amor é um estado de consciência. Confundimos amor com medo, controlo e apego. Quando estamos com medo de que algo aconteça a uma pessoa, dizemos que a amamos, quando tentamos controlar uma pessoa para que faça algo que achamos que vai protegê-la, chamamo-lo de amor, quando estamos apegados a essa pessoa, chamamo-lo de amor, mas medo, controlo e apego são o contrário de amor, porque o amor que cura, a única é coisa que pode, realmente, trazer alívio a qualquer pessoa num estado de amargura, tensão, dor, sofrimento, carência é colocar-se num estado de presença consciente e perceber que o seu sofrimento lhe vem de uma sensação de falta, seja de uma pessoa, de algo material. Raramente falta algo no presente. Então, o sofrimento vem de uma sensação de falta que a pessoa pode preencher se realmente amar, não querendo mudar nada – o amor não quer mudar nada, o amor permite. Assim, uma coisa que pode realmente trazer alívio às pessoas é olhar para o que está a acontecer e não lutar contra isso, por uma razão muito simples: já está a acontecer. Se a pessoa se opõe a algo que já está a acontecer, vai lutar contra algo intransponível e sofrer.

O médico Carlos Veiga dedica-se ao ensino de Coerência Bioemocional/DR
Carlos Veiga num dos seus cursos de Coerência Bioemocional/DR

Integrall: O que é que a pessoa deve fazer nesse momento?

Carlos Veiga: Deve integrar e abraçar o momento presente, amar o presente.

Integrall: Mesmo quando é muito duro?

Carlos Veiga: Mesmo quando é muito duro porque é o que está a acontecer, a vida é o que está a acontecer, quando alguém rejeita o que está a acontecer,  está a rejeitar a vida e rejeitar a vida dói.

Integrall: O Carlos defende que os companheiros são os maiores mestres e quando a pessoa não gosta do mestre que tem ao lado?

Carlos Veiga: Separa-se dele, mas não se separa dele atacando-o porque se o fizer vai encontrar, na esquina, alguém muito parecido.

Integrall: Vai atrair o mesmo padrão…

Carlos Veiga: Vai atrair o mesmo padrão até que o quebre. Então, se a pessoa não gosta do mestre que está ao seu lado, deve pensar bem se já está a ponto de se separar dele: se estiver é porque já compreendeu o que é de seu que estava nele e vice- versa, ou seja, já superou e vai torná-lo seu mestre para o resto da vida. ainda que não viva com ele.  No entanto, se ainda não o fez, eu recomendo que não se separe antes de fazer o processo. É preciso ter cuidado quando se separar soltando flechas envenenadas contra o outro, pois essas flechas têm endereço e o endereço não é o outro, a pessoa vai sofrer porque vai encontrar, na esquina, alguém muito parecido: vai separar-se do segundo, vai encontrar um terceiro também muito parecido e vai chegar um momento em que vai dizer que tem o dedo podre, porque aponta sempre para o lugar errado. Isto é válido para o amor, mas, também, para o trabalho e para todas as experiências da vida. A vida não acontece consigo a vida acontece-lhe a si. Então, nunca pergunte “porque é que isto me está a acontecer?” – neste caso, procura um culpado fora -,mas, antes, “para que é que isto me está a acontecer?” – esta pergunta vai levá-la a olhar para dentro.

Integrall: Quando é que a pessoa sabe que já quebrou o padrão?

Carlos Veiga: As repetições cessam.

Integrall: Deixou de exercer medicina depois desta transformação na sua vida?

Carlos Veiga: Deixei de exercer medicina como ortopedista porque o que eu faço é medicina.

Integrall: Há quanto tempo deixou a cirurgia ortopédica?

Carlos Veiga: Há nove anos.

Integrall: Há nove anos que se dedica exclusivamente a ser médico da mente?

Carlos Veiga: Sim, ainda que muitas pessoas me peçam ajuda do ponto de vista ortopédico e que nunca consigo deixar de o fazer, porque sou sempre  médico.

“A coerência bioemocional é um estilo de vida em que cada um retoma o poder: o único poder que temos é poder de escolher”

Integrall: Atualmente, dedica-se a ensinar coerência bioemocional. O que é?

Carlos Veiga: É um estilo de vida onde cada um assume a responsabilidade e cessa o jogo do ego, que é um jogo de culpa e vitimismo. Então, a coerência bioemocional é um estilo de vida em que cada um retoma o poder: o único poder que temos é poder de escolher. Quando se deixa de jogar o jogo perverso da culpa e do vitimismo, assume-se a responsabilidade e a responsabilidade é poder – assumir a responsabilidade da sua própria vida, ditar as decisões daquilo que acontece consigo.

“Pensar biologicamente é entender que o que chamamos de doença são programas especiais da natureza, que têm um propósito, uma coerência”

Integrall: O que é o pensamento biológico que ensina nos seus cursos?

Carlos Veiga: O pensamento biológico é justamente aquilo de que falávamos: existe uma mente inconsciente, que não traz soluções da forma como gostaríamos. Pensar biologicamente é pensar aquilo que se passa com a natureza, com os mamíferos. O que acontece quando os mamíferos selvagens adoecem? – não os domésticos porque esses adoecem por empatizar com os donos. Na natureza, os mamíferos adoecem e curam-se quando a sensação de falta termina. Então, o pensamento biológico é entender que não existe doença, pensar biologicamente é entender que o que nós chamamos de doença são programas especiais da natureza, que têm um propósito, têm uma coerência, não acontecem porque sim nem porque não. Não nenhum sintoma físico que apareça porque eu pisei cócó de gato ou porque passei debaixo de uma escada  – isso não existe, não há essa coisa de azar, porque é isso que faz com que o ser humano esteja perdido, achar que existe sorte ou azar. Existem causas e consequências, como causalidade, sim, como casualidade, não.

“Bons médicos podem salvar vidas, bons medicamentos podem aliviar as dores, mas curar-se é uma coisa de cada um”

Integrall: O objetivo das sessões de coerência bioemocional não é a cura do corpo.

Carlos Veiga: Não, ainda que eu tenha assistido a inúmeros casos de sintomas físicos que desapareceram, inclusive graves.
Uma vez recebi um rapaz com 30 anos, que entrou em minha casa de bengalas, muito magrinho – devia pesar uns 35/40 quilos –  com uma esclerose múltipla muito grave, já à beira da morte e hoje, continua vivo – é um caso excepcional. Acompanhei, também, uma série de casos de cancro de mama e de bexiga, psoríase, vitiligo, dermatites severas, uma infinidade de casos de sintomas físicos que se curaram, desapareceram, porque essas mentes se curaram. Não fui eu que curei nada. Eu digo sempre que eu não tenho nada a ver com a cura do corpo físico. O que eu fiz foi atuar na mente e foi a pessoa que se curou. Costumo dizer que bons médicos podem salvar vidas, bons medicamentos podem aliviar as dores, mas curar-se é uma coisa de cada um. Nenhum médico pode curar.

Integrall: A coerência bioemocional permite mudar a percepção em relação aos conflitos emocionais e inconscientes?

Carlos Veiga: Sim, através de um método muito veloz e vivo, que se renova todos os dias, nós vamos renovando a forma de interpelar o nosso cliente. O que torna este método extraordinário, sensacional é que nós não entramos no labirinto do cliente, porque todas as nossas histórias – as  minhas inclusive – são inventadas. Nós interpretamos percepções – os nossos cinco sentidos enganam-nos com ilusões de ótica, ilusões auditivas, ilusões táteis, ilusões olfativas, ilusões gustativas – o facto não interessa aos humanos, eles contam uma história a si próprios que está apegada às interpretações e essas interpretações adoecem. Assim, quando uso o método, não permito que o cliente fale para não interferir e porque, para que eu o tire do labirinto, preciso permanecer totalmente inocente. Durante a consulta, eu preciso de ficar como uma criança curiosa e por isso, não posso ouvir as histórias do cliente – não é que eu não queira, mas o método não mo permite. Por outro lado, alguém tem que ficar de fora do labirinto, alguém tem que ficar de fora a olhar para a saída.

Mais de 2000 pessoas aprenderam Coerência Bioemocional com o médico Carlos Veiga/DR
Carlos Veiga já formou mais de 2000 alunos no mundo inteiro/DR

Integrall: Quanto tempo dura um curso de coerência biomeocional?

Carlos Veiga: O curso normal dura dois meses, mas quando é um curso de formação para eu ensinar a fazer o que faço – já formámos mais de 2000 alunos no mundo inteiro – esse curso dura seis meses.

Integrall: Quantas sessões são precisas para quebrar padrões?

Carlos Veiga: Ao início, fazia sempre uma sessão porque entendia que, a partir do momento em que a pessoa tomava consciência do conflito, ela fazia o processo, mas de há um ano a esta parte, decidi que era necessário fazer um remate e então, pelo mesmo valor, faço uma segunda consulta, porque a informação que a pessoa recebe é tão potente, tão poderosa que, muitas vezes, fica em estado de choque sobre o que está a acontecer nas profundezas.
Nessas duas sessões, eu trabalho apenasum dos três conflitos que o ser humano tem.

Integrall: Quais são?

Carlos Veiga: Doenças físicas ou sintomas, conflitos interpessoais e bloqueios pessoais, quando a pessoa acha que o problema é ela. Não existe outro tipo de conflito.

Integrall: Nessas duas sessões, trabalha apenas um dos conflitos, mas se calhar ajuda nos outros…

Carlos Veiga: Sim, se a pessoa tomar a decisão importante de enfrentar aquele o conflito – não no sentido de guerrear, mas de colocar-se de frente para o problema, porque existe uma ambiguidade muito grande: às vezes o consciente quer e o inconsciente não quer e outras vezes, é o contrário: o consciente não quer, mas o inconsciente quer (resolver).
Quando a pessoa toma consciência da raiz profunda, ela começa a entender que tem que haver um incómodo a alguém muito próximo, alguém que tem um uma carga emocional muito grande sobre ela – o marido, a mulher, o pai, a mãe ou os filhos são os principais. Então, para se curar, a pessoa tem que estar disposta a não agradar. No entanto, o maior erro que eu vi em todos os meus anos de consulta é que, quando a pessoa toma consciênciam ela tem um impulso de fazer, mas quer incomodar pouco e essa é a grande armadilha.

“O inconsciente só sabe que o padrão quebrou através do comportamento”

Integrall: Nesse caso, não consegue a cura?

Carlos Veiga: Não porque o inconsciente não reconhece o incómodo pela metade.O inconsciente só sabe que o padrão quebrou através do comportamento, porque se a pessoa toma consciência e não dá o passo, ou seja, se não se move numa direção contrária, se ela não tem uma mudança real de comportamento, de atitud, isso torna-se num rumor e não se cura. O que cura é comportamento. A pessoa que se cura é aquela que toma consciência e decide comportar-se de outra maneira, mas esse comportamento não precisa ser radical, não precosa de ser de um dia para o outro. As mudanças precisam de ser sem pressa, porém, sem pausas.
Quando decidir incomodar, incomode de verdade e não pela metade. Fazer mudanças pela metade é manipulação.

As Cinco Leis Biológicas, desenvolvidas pelo médico alemão Dr. Ryke Geerd Hamer (base da chamada “Nova Medicina Germânica”), propõem que as doenças não são erros da natureza, mas sim programas biológicos de sobrevivência ativados por choques emocionais.

1. A Lei de Ferro (DHS): Toda “doença” é gerada por um choque emocional inesperado, agudo e vivido em isolamento, chamado de DHS (Dirk Hamer Syndrome). Esse choque ocorre simultaneamente na psique, no cérebro e no órgão correspondente.
2. A Simetria das Doenças (Lei Bifásica): Todo programa biológico tem duas fases, desde que o conflito seja resolvido:
* Fase Ativa: Stress, mãos frias, pensamentos obsessivos e alteração orgânica (tumor ou perda de tecido).
* Fase de Cura (PCL): Após resolver o conflito, o corpo entra em repouso, inflamação e reparação.
3. O Sistema Ontogenético das Doenças: A forma como um órgão reage (se cria um tumor ou se decompõe) depende de qual camada embrionária ele se originou (Endoderme, Mesoderme ou Ectoderme). O cérebro controla essa resposta de acordo com a evolução da espécie.
4. O Sistema Ontogenético dos Micróbios: Fungos, bactérias e vírus não são inimigos, mas “trabalhadores” coordenados pelo cérebro para atuar exclusivamente na fase de cura, ajudando a decompor tumores ou restaurar tecidos lesados.
5. A Quinta Essência (A Lei da Compreensão): Toda “doença” faz parte de um Programa Biológico Especial com um sentido biológico útil, desenhado pela natureza para ajudar o indivíduo a superar uma situação de emergência ou ameaça.

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