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Home Desenvolvimento Pessoal

“O humor é uma força de carácter”

by Sandra Xavier
Abril 23, 2026
in Desenvolvimento Pessoal
Fábio Borges a animar o público da 2ª edição do Happiness and Leadarship Summit/ Créditos foto: Creeart Films

Fábio Borges perante a plateia da 2ª edição do Happiness and Leadarship Summit/ Créditos foto: Creeart Films

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Fábio Borges trocou os sorrisos da cadeira de dentista  pelas gargalhadas que recebe em palestras, e nas mentorias em empresas, onde ajuda fortalecer laços de comunicação, com recurso à ciência por detrás da felicidade.
No fim de semana passado, pôs 300 pessoas a chorar a rir na 2ª edição do Happiness and Leadership Summit Lisboa 2026.  Em entrevista ao Integrall, explicou como levar uma vida mais leve, mesmo perante adversidades.

Cerca de 300 pessoas aprenderam sobre felicidade e liderança na edição do Happiness and Leadership Summit Lisboa 2026/DR
A 2ª edição do Happiness and Leadership Summit Lisboa 2026 contou com 300 pessoas /DR

Integrall: O Fábio é formado em medicina dentária e deixou o consultório quando percebeu que estava mais de gente do que de dentes.

Fábio Borges: Exatamente. Na verdade, eu percebi que o que eu mais gostava mais na medicina dentária não era o procedimento clínico, era como o paciente saía depois. Eu trabalhei durante muitos anos no setor público, onde atendia muitas pessoas carentes financeiramente e quando elas tinham a capacidade de poder sorrir de novo, a emoção que sentiam tocava-me muito, então, eu comecei a perceber que o meu vínculo era cada vez mais com as pessoas.

Integrall: Em que momento é que o coaching surge na sua vida?

Fábio Borges: Quando eu trabalhava no setor público, decidi empreender e montar um negócio e nessa altura, fiz um curso de empreendedorismo da ONU, ministrado por um órgão público chamado Sebrae, que era muito mais sobre comportamentos do que propriamente voltado para a habilidade empreendedora. Eu adorei a metodologia, contratei um dos facilitadores como meu coach e foi quando descobri que queria facilitar processos com pessoas. Fiz a minha primeira formação em coaching e nunca mais parei este caminho.

Integrall: Mais tarde, formou-se em Psicologia Positiva…

Fábio Borges: Fui fazendo cursos e algumas certificações em coaching e em, 2018, recebo, pela primeira vez, um convite de Rafael Nacif, do então “Instituto Viver com Propósito”, para dar uma palestra em Portugal – na época, eu dava formações em coaching em oratória. Em 2019, eu retorno para o mesmo evento e ele convida-me para vir trabalhar com ele. Dois anos mais tarde vim viver para Portugal e decidi fazer uma pós-graduação em Psicologia Positiva no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), na Universidade de Lisboa, com a professora Helena Marujo – referência mundial na área, o que só viria a acontecer no ano letivo 2024/2025.

“Desesperou” quando o instituto onde trabalhava fechou, mas decidiu permanecer em Portugal e iniciar-se por conta própria

Integrall: Veio trabalhar no “Instituto Viver com Propósito”, que fechou em 2023. O que é que fez?

 Fábio Borges: Eu desesperei basicamente, mas decidi continuar em Portugal, que era um desejo de família e iniciar-me por conta própria. Então, comecei a atuar como orador, a dar palestras em empresas, a fazer formações de team building e já depois de fazer a especialização em Psicologia Positiva, comecei a trazer o conteúdo científico da felicidade para dentro da das organizações.

Na pausa do evento, Fábio Borges esteve à conversa com o Integrall/ Créditos foto: Creeart Films
Fábio Borges em entrevista ao Integrall/Créditos foto: Creeart Films

Integrall: Quando é que abandonou a medicina dentária?

Fábio Borges: Quando vim para Portugal. Até 2000, trabalhei como dentista. Durante a pandemia, inclusive, fiquei na linha de frente do combate à COVID porque, como nós éramos dentistas e não podíamos atender na cadeira odontológica, colocaram-nos a fazer os testes PCR no hospital. A pandemia foi um dos momentos mais impactantes da minha vida: o meu filho tem diabetes do 1, o que me impedia de estar com ele, pois circulava a informação de que quem tinha diabetes morria. Passei esse período todo sozinho e foi nessa altura que comecei a ler sobre Psicologia Positiva, a interessar-me pela felicidade e a trabalhar mais os conceitos de bem-estar, que viria, posteriormente, a aprofundar em Portugal.

Integrall: O que é a Psicologia Positiva?

Fábio Borges: A Psicologia Positiva é um ramo da Psicologia, que surge na década de 90 com o professor Martin Seligman e que incide no estudo do que faz as pessoas sentirem-se bem, explicando-o de uma forma muito simples.

Até ao pós-Segunda Guerra Mundial, a Psicologia dedicou-se em curar doenças, os traumas, a depressão, em tratar os transtornos mentais. Quando Martin Seligman assume a Associação de Psicologia Americana, começa a trabalhar ao contrário, no que que faz as pessoas serem melhores, inicia estudos sobre as virtudes humanas e forma-se a Psicologia Positiva. Eu sempre tive essa coisa de ser uma pessoa alegre e de perceber a ciência que existe por detrás disso e durante a pandemia, li um livro dele incrível. Não é um mapa, não há uma fórmula pronta para ser feliz para sempre, não é isso. A própria Psicologia quebra esses mitos do que é da felicidade e sobre como podemos procurar ser mais felizes.

“O humor serve para ajudar as pessoas a levarem uma vida mais leve”

Integrall: Ser alegre é natural em si?

Fábio Borges: Sim. Eu era uma criança feliz, mas no início da adolescência sofri muito bullying e nesse período, percebi que quando eu era quando um pouco mais extrovertido, aproximava-me mais das pessoas e as pessoas gostavam de estar perto de mim – o primeiro passo foi usar muito o humor para me aproximar das pessoas. Só que à medida que me fui tornando adulto, fui-me apercebendo que ia ficando mais feliz quando eu via as pessoas felizes por isso. Então, eu acredito que o humor começou com uma estratégia de aceitação, mas, depois, percebi que passou a ser uma estratégia minha para fazer os outros sentirem-se bem e comecei a estudá-lo dentro da Psicologia Positiva – ele é uma das 24 forças de caráter elencadas pelo professor Martin Seligman, a par da generosidade ou do amor. Quando eu descubri que o humor tem esse papel de transcendência, que nos faz entender como parte de um todo – não é contar piadas – comecei a uni-lo a uma forma de comunicação para ajudar as pessoas a levarem a vida de uma maneira mais leve e é o que eu tenho feito. Hoje em dia, uso cada vez mais o humor como ferramenta, não só de ligação, mas para ajudar as pessoas a entenderem que podem olhar para a vida de forma mais leve.

Fábio Borges recorre à comunicação positiva para fortalecer laços entre equipas nas empresas/ Créditos foto: Creeart Films
Fábio Borges dedica-se a ajudar empresas a fomentar laços de comunicação entre equipas/ Créditos foto: Creeart Films

“O grande pilar do nosso bem-estar são os relacionamentos”

Integrall: Que mitos é que a Psicologia Positiva ajudou a quebrar?

Fábio Borges: Mitos sobre felicidade, como: as pessoas estão sempre alegres ou o dinheiro não traz felicidade.

Integrall: Traz ou não traz?

Fábio Borges: Trazer ele não é traz, o que o dinheiro faz é impactar a nossa felicidade até um certo ponto. Se não tem um teto, se não tem comida, se tem um problema grave de saúde, o dinheiro vai fazer diferença na sua vida, vai ficar melhor, mais feliz. Só que os estudos mostram que, a partir do momento em que há realização nessas áreas, ganha mais dinheiro não vai impactar a felicidade proporcionalmente. Então, chega a um ponto em que não vai faz diferença.

A Psicologia Positiva ajuda-nos a perceber que há muito mais impacto na nossa felicidade quando usamos o dinheiro com outras pessoas; quando proporcionamos algo a alguém, isso faz-nos mais felizes do que quando gastamos a mesma quantia para nós próprios.

A Psicologia Positiva mostra, também, que o grande pilar do nosso bem-estar são os relacionamentos, estarmos com pessoas, ligarmo-nos a pessoas e é isso que eu acredito, quanto mais conseguirmos estreitar os nossos relacionamentos, estar presente na vida das pessoas que amamos, mais isso impacta verdadeiramente a nossa felicidade.

“A felicidade não é esse lugar onde eu quero ir de férias quando me reformar (…) ela é como uma casa de campo onde posso ir no meu dia a dia”

Fábio Borges tem uma Pós-Graduação em Psicologia Positiva pelo ISCSP/Créditos foto: Creeart Films
Fábio Borges especializou-se em Psicologia Positiva/Créditos foto: Creeart Films

Integrall: Em que é que a Psicologia Positiva mudou a sua vida?

Fábio Borges: Mudou nesta forma prática de entender que a felicidade não é essa constante, não é esse lugar a ser alcançado. Há muito a tendência de projetar a felicidade no futuro – quando eu casar, quando eu tiver um filho, quando me formar, quando eu tiver um emprego, quando eu comprar a casa – e ela fica sempre mais longe porque nunca chega. Na verdade, a felicidade não é esse lugar onde eu um dia quero ir passar férias quando me reformar; a felicidade é como uma casa de campo que eu tenho e onde posso ir mais vezes, no meu dia a dia, é viver cada vez mais o presente.

Hoje, temos o desafio de estarmos presentes onde estamos; estamos sempre preocupados, sempre ansiosos no que ainda temos para fazer ou a remoer no que ainda não fizemos. Felicidade é viver, cada vez, mais o momento presente com as pessoas que amamos, é isso que faz com a vida se torne mais leve.

Integrall: Que outros conselhos tem para dar?

Fábio Borges: Eu acredito que, para uma vida mais feliz, eu preciso concentrar a minha energia naquilo que eu consigo gerir: a minha forma de ver, a minha forma de analisar. Quando o meu filho, com um ano e dez meses, foi diagnosticado com diabetes tipo 1, mudou tudo de um dia para o outro – ele ia usar uma bomba de insulina para o resto da vida. Eu não podia gerir aquilo, não fui eu que escolhi, mas podia decidir como lidar com o processo e como encarar a doença de uma mais leve, isso só dependia de mim.

“A Psicologia Positiva não é sobre a ausência de emoções negativas (…) Vai haver momentos de tristeza e é preciso acolhê-los”

Integrall: Como é que as pessoas que estão a viver um momento difícil podem fazê-lo de uma forma mais leve?

 Fábio Borges: A Psicologia Positiva não é sobre a ausência de emoções negativas, não é para evitá-las, é para saber que elas existem, que não podemos lutar contra elas. Vai haver momentos de tristeza e é preciso acolhê-los.

 Integrall: Depois da especialização em Psicologia Positiva, aliou o conhecimento científico à comunicação positiva. O que é que é comunicação positiva?

 Fábio Borges: Hoje em dia, há vários modelos de comunicação. Por exemplo, a comunicação não violenta é uma forma de comunicação positiva, mas ela é usada a partir de um problema que já existe: faz a observação do facto e das emoções que emergem dele.
Para mim, a comunicação positiva é a forma de conseguirmos estabelecer uma comunicação diária leve para proporcionar felicidade às outras pessoas.

“Na escola, não aprendemos emoções e elas afetam diretamente o nosso padrão de comunicação”

Integrall: As pessoas sabem comunicar positivamente?

Fábio Borges: Não, infelizmente aprendemos muita coisa, mas não a comunicar. Na escola, não aprendemos sobre emoções e as emoções afetam diretamente o nosso padrão de comunicação.

Integrall: As emoções deviam ser ensinadas nas escolas?

Fábio Borges: Seguramente. Há alguns projetos, mas não existe a vivência da gestão das emoções para as pessoas aprenderem a lidar com as emoções desde pequenas. Os nossos padrões de comunicação são fruto das nossas emoções.

Precisamos, cada vez mais, de aprender a comunicar. Quando eu sou convidado para dar uma palestra, as empresas querem que seja sobre gestão de conflitos, sobre comunicação entre as equipas. O que eu observo é que não é a empresa que tem problema, quem tem um problema são as pessoas que estão dentro da empresa.

Fábio Borges defende que é tudo sobre pessoas/Créditos foto: Creeart Films
Fábio Borges defende que as empresas devem focar-se nas pessoas/Créditos foto: Creeart Films

“O problema é que as empresas estão focadas em processos, em conteúdos técnicos, quando o que é preciso trabalhar é a comunicação entre a equipa”

Integrall: São as pessoas que fazem as empresas…

Fábio Borges: É exatamente isso. O problema é que as empresas estão focadas em processos, em conteúdos técnicos, quando o que é preciso trabalhar é a comunicação entre a equipa. Como é que o líder está a comunicar? Como é que os pares comunicam entre si? Conseguem estabelecer um grau de empatia, escuta ativa, colaboração? É através da comunicação positiva que conseguimos alcançar tudo isto e atualmente, sabe-se que melhores relações no ambiente de trabalho têm um grande impacto no bem-estar tanto na vida pessoal como profissional.

Integrall: Mas os ambientes de trabalho são cada vez mais competitivos…

Fábio Borges: São e vão continuar a ser, agora, é preciso perceber que colaboração e bem-estar geram produtividade. As empresas são feitas para dar lucro, mas precisamos, cada vez mais convencer aos líderes, através de números e dados científicos, que o bem-estar e a felicidade aumentam a produtividade, a faturação, os resultados.

 “Falta as lideranças perceberem que precisam de se focar nas pessoas (…) o exemplo arrasta”

Integrall: O que é que as empresas procuram em si?

Fábio Borges: Varia muito, mas, na grande maioria, nem as empresas sabem do que precisam. Muitas dizem-me que querem animar os funcionários, que vistam a camisola, que entendam que têm de entregar mais. As empresas focam-se muito no comportamento, mas, ao mesmo tempo, não percebem que são elas próprias que estão a gerar esse comportamento contrário. O que é que significa vestir camisola? É quando, na verdade, o colaborador gosta de estar na empresa e entende que o que faz tem impacto, quando percebe essa importância. Ainda se vê muito uma gestão focada na autoridade, que, por sua vez, está focada no resultado e que não aposta verdadeiramente nas pessoas. Felizmente, está a mudar – estou bastante otimista -, mas ainda há um caminho a ser percorrido.

“O grande desafio das empresas são as lideranças intermédias, que têm uma pressão muito grande de cima e têm de motivar quem está abaixo”

Integrall: O que é que ainda falta?

Fábio Borges: Falta as lideranças perceberem que precisam de se focar nas pessoas, nos colaboradores. O exemplo arrasta. Hoje, o grande desafio das empresas são as lideranças intermédias, que têm uma pressão muito grande de cima e têm de motivar quem está abaixo e não têm tempo de cuidar si mesmas. Apesar destes desafios, principalmente nas lideranças, eu acredito que é através delas que vamos conseguir mudar as organizações.

O organizador do Happiness and Leadership Summit Lisboa 2026 discursou perante uma plateia divertida/DR
Fábio Borges na 2ª edição do Happiness and Leadership Summit Lisboa 2026/DR

Integrall: A que mudanças é que já assistiu nas pessoas das empresas em que dá formação?

Fábio Borges: Ainda há 15 dias, num team building com 80 líderes de uma rede grande de hospitais fiz algumas dinâmicas, justamente, para mostrar o poder dessa humanização onde partilharam um pouco da sua história pessoal. O resultado foram algumas pessoas a emocionarem-se e a abraçarem-se. No final, muitas perceberam que trabalhavam há quantos anos como colegas e não sabiam as suas histórias. A partir desse momento, forma-se um elo e uma ligação diferente, passam a olhar para aquela pessoa de uma maneira diferente e então, todo o processo de comunicação e de relacionamento vai mudar.

Integrall: Passam a ter um olhar mais empático sobre o outro?

Fábio Borges: Sim, porque, às vezes, tende-se a a julgar outro muito pelo seu comportamento sem entender o porquê desse mesmo comportamento e quando há um acesso mais profundo à história de vida daquela pessoa, consegue-se ter um relacionamento melhor com ela.

Integrall: Com melhores resultados para as empresas…

Fábio Borges: Exato. As pessoas começam entregam maiores resultados porque se sentem pertencentes, acolhidas e por isso, há um compromisso maior.

Integrall: Este é o futuro das organizações?

 Fábio Borges: Sem sombra de dúvida, eu acho que o caminho que temos trilhado hoje é o de perceber que a felicidade não é um luxo, é uma necessidade, é uma realidade e que pode e deve ser construída por todas as organizações.

“Tenho sempre um olhar muito humanizado dos líderes (…) é um lugar muito solitário”

 Integrall: A 2ª edição do Happiness Leadership Summit Lisboa é uma ponte entre a liderança e a felicidade.,,

 Fábio Borges: É o que eu busco, é o que eu desejo e ele foi construído para isso.

Integrall: Como é que se conciliam ambas?

Fábio Borges: Eu tenho sempre um olhar muito humanizado dos líderes porque, às vezes, existe um olhar um pouco frio para liderança, exercer um papel de líder é um lugar muito solitário: ele tem de entregar resultados, inspirar pessoas.

Integral: Quem é que cuida do líder?

Fábio Borges: É aí que surge o papel da organização, que deve olhar pelos seus líderes, como, também, do próprio líder de olhar para si mesmo. Quando observamos índices cada vez maiores de burnout, constatamos que não afeta as pessoas que trabalham mal ou as preguiçosas; ele afeta o funcionário excelente, o muito bom aquele que tem uma busca pela entrega e quer entregar cada vez mais- esses é que sofrem e adoecem. Então, por isso o papel das empresas é o de, cada vez mais, também procurarem cuidar dos seus líderes porque quanto melhores níveis de bem-estar tiverem os líderes, eles vão replicar-se tanto pelos liderados como pelos resultados das organizações.

“É tudo sobre pessoas, seja na nossa vida pessoal ou na nossa vida profissional”

Integrall: A avaliar pelo público neste evento e pelo trabalho que desenvolve nas empresas parece-lhe que os líderes estão despertos para esta temática?

 Fábio Borges: Esta busca tem em cada tem sido cada vez maior. Neste evento, temos pessoas que vieram de Espanha e do Brasil para participar, o que revela que cada vez mais gente procura, verdadeiramente, aprender sobre felicidade e como pô-la em prática.

Integrall: O futuro do trabalho passa por lideranças mais conscientes?

Fábio Borges: Sem sombra de dúvidas. Com o avanço da inteligência artificial, de que eu tenho uma visão otimista e que vai começar a facilitar pequenos processos, vamos conseguir focar-nos, cada vez mais, no cuidado das pessoas.

Integrall: Porque no fim é sempre sobre pessoas…

Fábio Borges: É tudo sobre pessoas, seja na nossa vida pessoal ou na nossa vida profissional.

Tags: Fábio Borgesfelicidadehumorinteligência comportamentalinteligência emocionalliderança

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