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Home Desenvolvimento Pessoal

“A escola deve preparar para a vida e não para a universidade”

by Sandra Xavier
Setembro 11, 2025
in Desenvolvimento Pessoal, Educação
Foto de Florian Osswald   publicada no site da Associação Percurso Waldorf

Foto de Florian Osswald publicada no site da Associação Percurso Waldorf

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Formou-se em Engenharia, mas foi por “sorte” que descobriu a Antroposofia. Aquilo que era apenas uma visita a uma instituição, em Camphill, na Escócia, abriu as portas a Florian Osswald para o ensino Waldorf: primeiro, na pedagogia curativa e depois, como professor. Foi co-director da secção pedagógica do Goetheanum, em Dornach, na Suíça, durante uma década, sendo, atualmente, professor convidado do curso da Associação Percurso Waldorf em Lisboa.
Em entrevista ao Integrall, defende que os professores devem olhar para os alunos como seres humanos e que as
escolas devem ser lugares de Educação livres.

Integrall: Formou-se em Engenharia e mais tarde, tornou-se professor de Matemática e Ciências, na Escola Secundária Rudolf Steiner em Berna, na Suíça?

Florian Osswald:  Eu fui engenheiro e depois, fui professor de Pedagogia Curativa, em Camphill, na Escócia, onde trabalhei com crianças com necessidades especiais. Mais tarde, tornei-me professor, tendo trabalhado em várias escolas Waldorf, na Suíça.

Integrall: O que o fez mudar e tornar-se um professor Waldorf?

Florian Osswald: Eu estava a trabalhar, em Camphill, com crianças com necessidades especiais e percebi que era necessário que me tornasse professor profissional– e não ficar apenas na sala de aula a ajudar -, pelo que, comecei a ensinar. Primeiro, fiz uma formação, como educador curativo e depois, como professor.

Integrall: Que disciplinas é que ensinava?

Florian Osswald: Matemática, Física, Tecnologia e Antropologia. Além disso, na minha escola, tínhamos um curso sobre questões sociais, psicológicas e pedagógicas, que dava acesso à universidade.

Integrall: Como descobriu as escolas Waldorf?

Florian Osswald: Foi sorte. Eu estava de visita à escola de Camphill e fiquei.

Integrall: Mais tarde, pertenceu à direção da secção Pedagógica do Goetheanum, em Dornach, na Suíça. O que é o Goetheanum?

Florian Osswald: Nas escolas de Waldorf existe uma associação por país, onde eu era ativo –  estava preocupado com todo o movimento, na Suíça -, e então, comecei a trabalhar.  Entretanto, fui chamado para um grupo internacional – existem escolas Steiner/Waldorf em cerca de 90 países mundiais – para representar a Suíça. Esse grupo elege a pessoa que lidera todo o movimento, que está centrado no Goetheanum, na Suíça. Não é como uma fábrica onde está centralizado o poder. Funciona como um centro de coordenação, de organização de pesquisa, é o local onde se promovem os encontros do movimento mundial.

Integrall: O Goetheanum é como o centro do mundo Waldorf?

Florian Osswald: Eu não diria que temos um centro, no sentido usual do termo porque, atualmente, existem muitos centros no mundo, cada escola é um centro. Pode, apenas, dizer-se, que é um centro porque tem uma periferia muito forte.

Integrall: Quantos anos ficou no Goetheanum?

Florian Osswald: Fiquei dez anos, mas terminei essa função há quatro.

“Uma das coisas fascinantes, neste ensino, é que o professor é que é o importante, no todo, e não uma estrutura dada a partir do exterior”

 Integrall: O que é que o cativou na pedagogia Waldorf?

Florian Osswald: Conheci pessoas muito interessantes, que foram muito inspiradoras. Essa foi a razão pela qual  comecei a preocupar-me e a estudar Antroposofia.
Uma das coisas fascinantes, neste ensino, é que o professor é que é o importante, no todo, e não uma estrutura dada a partir do exterior. Ele tem de estudar os seus alunos e encontrar uma estrutura para trabalhar com eles. O professor é como o instrumento, que tem que conhecer os alunos e o que vai fazer com eles. É claro que existe um tipo de moldura – o curriculum da escola, a tradição da escola –mas, na verdade, a única coisa que tem que se reconhecer é em que cultura é que essa moldura está inserida e que tipo de crianças o professor tem perante si.

 “O ensino não é algo dado de igual modo a todos os estudantes do mundo inteiro (…) há crianças diferentes em cada turma e elas têm definitivamente necessidades diferentes”

 Integrall: E depois o professor faz o trabalho?

Florian Osswald: Não, depois o professor tem de trabalhar com outras pessoas – ele nunca está sozinho no ensino – e encontrar a melhor forma para aqueles alunos, presentes naquele lugar – o ensino não é algo dado de igual modo a todos os estudantes do mundo inteiro.

Intregrall: É específico para aquele grupo?

Florian Osswald: Cada escola deveria, na verdade, ser diferente. A escola, em Lisboa, tem que ser diferente da de Sintra ou da de Lagos, porque há crianças diferentes em cada turma e elas têm, definitivamente, necessidades diferentes.

Integrall: Quais são as principais diferenças entre o ensino de Waldorf e o ensino regular?

Florian Osswald: Não é uma pergunta fácil, porque os dois ensinos não são exatamente a mesma coisa. Não posso estabelecer essa diferença, até porque eu não conheço o sistema, em Portugal, mas, no ensino Waldorf, nós gerimos as nossas próprias escolas, não somos geridos por um governo e quando temos sorte, recebemos dinheiro das pessoas que as gerem. No entanto, há uma grande variedade de escolas de Waldorf no mundo: algumas são integradas em escolas estatais e têm que seguir algumas regras, outras estão situadas em países onde são bastante livres. Depende muito.

“O que torna a escola especial é que se trabalha sempre sobre o que é o ser humano”

 Integrall: Que competências é que os estudantes adquirem numa escola Waldorf que não adquirem numa escola do ensino regular?

Florian Osswald: Essa também não é uma pergunta fácil, porque há enormes diferenças entre as escolas e há escolas e professores fantásticos em todo o lado.
O que torna a escola especial é que, enquanto colégio, enquanto faculdade, se trabalha sempre sobre o que é o ser humano. O que é o ser humano hoje? Nós não pensamos que temos apenas um aluno diante de nós, pensamos que temos um ser humano. Não educamos uma criança, educamos um ser humano e isso significa que há toda uma biografia por detrás dele. Não falamos apenas daquele momento: pensamos sobre a sua vida e sobre como vamos ajudá-lo a desenvolver as suas habilidades, a encontrar o seu próprio caminho.

Temos o conceito de que não podemos ensinar uma coisa aos nossos alunos,  são eles têm que aprendê-la sozinhos – temos apenas que criar o entorno para que eles possam aprender algo nesse entorno – e nesse sentido, a personalidade do professor é algo muito importante e muito especial.

 “Um professor Waldorf deve definitivamente adorar aprender e tem de se ver a si próprio de uma forma muito objetiva”

 Integrall: Como deve ser a personalidade de um professor Waldorf?

Florian Osswald: Deve, definitivamente, adorar aprender – ele nunca está terminado -, e tem de se ver a si próprio de uma forma muito objetiva. Tem de estar continuamente a aprender quais os desafios que se colocam quer para o seu próprio desenvolvimento quer para o dos seus alunos – quando eu quero mudar algo, eu tenho que mudar primeiro – quando uma pessoa acha que sabe ensinar, ela deve parar, porque deixou de estar numa atitude de aprendizagem, o professor deve estar sempre à procura do que é que pode aprender para servir as necessidades dos alunos.

 “Há muitas ideias sobre como deve ser a Educação, que não se prendem com o desenvolvimento de pessoas livres, criativas, capazes de pensar por si mesmas e de se expressar”

Fotografia de Florian Osswald publicada no Instagram da Associação Percurso Waldorf

Integrall: Por é que não há mais escolas de Waldorf no mundo?

Florian Osswald: Eu acho que há grandes interesses por detrás da Educação e sobre como educar as pessoas. Certos países usam-na como um meio de ter as pessoas certas – há muitas ideias sobre como deve ser a Educação, que não se prendem com o desenvolvimento de pessoas livres, criativas, capazes de pensar por si mesmas, de se expressar -não é o que esses países querem -, penso que essa é uma das razões. Outra é que as escolas Waldorf têm o ideal de serem inovadoras, de se ajustarem às necessidades das crianças e de descobrir a melhor forma de as ensinar. Existem muitas escolas que estão muito ligadas à tradição – e está tudo bem -, mas as escolas Waldorf não são assim. No ensino Waldorf, o principal são as pessoas e o que se vai fazer com elas e isso é algo que precisa de muita criatividade e de muito conhecimento sobre quem são essas pessoas e por isso, obviamente, não há professores suficientes.

“As escolas deveriam ser lugares de Educação livres”

 Integrall: O que é preciso para que essa mudança possa acontecer?

Florian Osswald: Os governos têm a tarefa de criar as leis, mas não acho que seja tarefa dos executivos gerir a Educação. Acho que as escolas deveriam ser lugares de Educação livres. Os governos devem dar a moldura, mas, nessa moldura, as pessoas/escolas deveriam ser livres para educar os alunos.

Integrall: Há muita procura pelo ensino Waldorf no mundo?

Florian Osswald:  Vivemos um momento muito especial em que o sistema escolar está a ser questionado e penso que essa é uma atitude maravilhosa – temos que estar sempre a questionar o que fazemos -, mas, muitas pessoas não estão, realmente, a refletir sobre o que é um ser humano.
Vamos ter de enfrentar novas tecnologias nas escolas e nos próximos anos, haverá uma grande discussão sobre o que podemos aprender através de uma máquina e através de um ser humano – as escolas de Waldorf têm um conceito muito saudável.
Os pais têm que decidir o que querem e os governos têm que decidir em que direcção querem ir.

Integrall: Em que países é mais procurado o ensino Waldorf?

Florian Osswald: Brasil, China e Alemanha.

“Não queremos dizer às crianças como é o mundo, queremos ir com elas para o mundo e permitir que possam desenvolver os seus corpos, aos seus sentidos, a sua alma, o seu espírito”

 Integrall: Qual é o ponto central no ensino Waldorf: a observação, a escuta, a experimentação?

Florian Osswald: Queremos levar as crianças a sério e dar-lhes a possibilidade de uma experiência profunda do mundo. Não queremos dizer-lhes como é o mundo, queremos ir com elas para o mundo e permitir que possam desenvolver os seus corpos, aos seus sentidos, a sua alma, o seu espírito- que elas estejam, neste mundo, tal como são e que não seja um mundo que lhes é dado.

Devemos ir para o mundo e ter uma experiência primária sobre ele e, claro, desenvolver a habilidade de pensar, desenvolver a arte – porque a arte e a beleza têm um papel muito curativo no nosso mundo: se uma pessoa é capaz de se expressar de formas diferentes, é um grande enriquecimento de si mesma.

 Integrall: O Florian afirma que os professores “apenas” proporcionam as condições à volta dos alunos para aprenderem. Como proporcionam essas condições?

Florian Osswald: Somos conscientes de que os alunos têm que aprender por si mesmos, mas isso não quer dizer que nós não lhes demos uma forma, nós devemos criar o entorno apropriado para aprenderem.

Integrall: Os alunos devem ser o projeto principal da escola?

Florian Osswald: Definitivamente, a escola é para os alunos.

Integrall: O professor tem de ter em conta as necessidades dos alunos?

Florian Osswald: Sim, é um estudo permanente que temos de fazer, temos de estar sempre a aprender sobre o que é esta geração, estes jovens e temos de gostar disso. Temos que ser contemporâneos e gostar do nosso tempo. Não devemos ter a sensação de que teria sido melhor viver há 20 ou há 40 anos, temos de aceitar o mundo como ele é agora, o que implica ter em conta a inteligência artificial e pensar o que vamos fazer com ela na Educação, ao invés de dizer que não a queremos. Temos de nos perguntar o que podemos fazer com essa ferramenta?

Integrall: O professor tem de dar aos alunos a possibilidade de serem eles próprios?

Florian Osswald: Queremos desenvolver um ser humano completo: com cabeça, coração e mãos. Não temos assim tantos problemas intelectuais nas escolas. A nossa grande questão é a educação social: como educamos, como construímos uma atmosfera para os alunos aprendem, como podemos trabalhar com outras pessoas, como podemos ter relações saudáveis com outras pessoas, como podemos pensar um futuro pacífico? É algo muito importante que temos que fazer na escola e essa é uma questão de cada disciplina – por exemplo, qual a minha contribuição nas aulas de Matemática para o desenvolvimento social dos meus alunos?  Muitas escolas não estão cientes de que o desenvolvimento das habilidades sociais dos seus alunos também faz parte da sua ação primária. Pensar que têm apenas de se preocupar com uma disciplina é algo que está ultrapassado.

Integrall: O professor é como um artesão?

Florian Osswald: Sim, podemos dizer que sim.

Integrall: Como são as aulas numa escola secundária Waldorf?

“Devemos sempre encontrar uma forma de os alunos aprenderem por si mesmos. Essa é a nossa arte de ensinar”

 Florian Osswald: Devemos sempre encontrar uma forma de os alunos aprenderem por si mesmos. Essa é a nossa arte de ensinar, é o que tentamos fazer.

Integrall: Os alunos aprendem dentro e fora da sala de aula?

Florian Osswald: Sim, nós temos esse conceito. Fazemos muitas experiências, tentamos muitas coisas. Os alunos não têm de estar sempre dentro da sala, podem estar em diferentes salas, ir para o exterior, estar em grupos – temos de encontrar a forma apropriada para eles.

Integrall: O professor deve saber o que é necessário a cada momento?

Florian Osswald: Sim e os alunos ajudam-no – é sempre esse o tipo de relação que tentamos manter.

Integrall: Alguns países mundiais têm ensino universitário Waldorf?

Florian Osswald: Sim, há cursos em universidades, no Brasil e Nova Zelândia e cursos universitários, na Alemanha, Estados Unidos e África do Sul.

Integrall: O ensino Waldorf privilegia a liberdade e a paz. Como?

Florian Osswald: Não se pode educar crianças para a liberdade, não é possível, mas pode-se prepará-las para que o façam por si mesmas, para serem pessoas livres, mais livres. Também se pode sempre tentar descobrir o que é necessário para ter pessoas capazes de trabalhar com conflitos, de resolver conflitos, de ter uma vida mais pacífica e de trazer mais liberdade para o mundo. É algo muito, muito importante para a escola, mas, como referi, é algo que tem que viver na escola – os professores têm de unir-se, chegar a um acordo e dizer: “é isto que nós queremos”. Não é um ato isolado de um professor, tem que ser um conceito da escola – e as escolas Waldorf devem ser assim, porque ser capaz de se expressar é algo muito saudável. É importante que se possa produzir beleza e liderar conversas que proporcionam uma solução pacífica, mas elas têm de ser praticadas, ao longo dos anos, com os alunos, de modo a que eles sejam capazes de fazê-lo por si próprios, para que possam refletir-se na sua forma de ser, na forma como escutam, na forma como falam – assim estamos a resolver conflitos – é isto que a escola deveria fazer.

Integrall: O Florian tem uma frase que eu adoro: “A escola deve preparar para a vida e não para a universidade” É o que faz o ensino Waldorf?

Florian Osswald: Sim. Quando falamos em resolver conflitos, em ser pacífico, não é uma educação para a universidade, é uma educação para a vida. Quando alguém tem o desejo de se tornar um médico, claro que lhe damos as competências necessárias para essa profissão e para encontrar o seu caminho na vida, mas, também, lhe damos habilidades para que, quando enfrente situações complicadas, seja capaz de lidar com elas e não quebre. É algo muito importante que fazemos com os nossos alunos: ajudá-los a enfrentar o que vem ter com eles e que não estejam sempre desesperados, nem com medo da vida – a vida é um risco e temos de aprender a lidar com esse risco.

 Integrall: Uma vez que os vossos alunos são preparados para a vida, consequentemente, estão preparados para o mercado de trabalho?

Florian Osswald: Sim, eu gostaria de ter pessoas assim: que não estão sempre com medo de tudo.

Integrall: Atualmente, o Florian é um dos professores convidados da Associação perCurso Waldorf, em Lisboa, que prepara adultos que querem ser professores neste tipo de ensino, em Portugal?

Florian Osswald:  Sim, queremos mostrar-lhes a abordagem de Rudolf Steiner, que mudou com o tempo, a par da sabedoria que temos hoje. Queremos passar-lhes estas ideias e esta atitude de estudar o ser humano que têm em frente a si, na sala de aula – porque eles vêm de algum lugar, ficam um tempo com o professor e depois vão para outro lugar. Nós temos de saber de onde vêm e para onde vão – os professores têm que ter em mente que, apesar de só trabalharem uma parte com os seus alunos,  têm que ver o que está a acontecer com eles- e isso é para a vida, não é apenas para um teste.

Tags: AntroposofiaAssociação Percurso Waldorfensino Waldorfescola WaldorfFlorian OsswaldGoetheanumRudolf Steiner

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