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Home Desenvolvimento Pessoal Astrologia

“Não virei um tonto feliz depois de começar astrologia, mas desespero nunca mais senti”

by Sandra Xavier
Agosto 21, 2025
in Astrologia, Desenvolvimento Pessoal
DR

DR

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Começou a trabalhar com dez anos e desde aí passou pelo comércio, soldadura, metalurgia, artes gráficas, hotelaria, eletricidade, alimentação natural. Anos mais tarde, a primeira ida a um astrólogo, abriu-lhe os horizontes e a segunda, mudou-lhe o rumo. Do estudo à prática de astrologia foi um passo. José Augusto é, atualmente, um dos astrólogos de renome em Portugal. Desde 1996, dedica-se exclusivamente ao aconselhamento e aos cursos de astrologia, na Ericeira e online.

Intregrall: És astrólogo há quase 30 anos, mas a astrologia era algo que nunca te tinha passado pela cabeça. Como é que entrou na tua vida?

José Augusto: Eu tinha um problema para resolver e uma amiga, que eu tinha como muito inteligente, aconselhou-me a ir ao astrólogo. Eu fui, tinha 23 anos e vi que aquilo funcionava, pois ele disse-me coisas importantes, que me ajudaram. Passados seis ou sete anos, fui à (astróloga) Maria Flávia de Monsaraz e além de eu ter gostado – apesar da consulta ter sido um bocado complexa -, também ela me deu a entender que eu devia fazer astrologia. Aliás, ela foi bastante assertiva comigo: “se eu fosse a si ligava a ficha de vez e começava a estudar, porque está-se a atrasar”. Ela disse-me que era aquilo que eu devia fazer. Como eu estava muito longe disso, ainda demorei um ano a ir estudar com ela, e após um ano de estudos, aí, sim, eu percebi que era como se eu já soubesse aquilo.

Integrall: Até ires pela primeira vez a uma consulta, tu não acreditavas de todo em astrologia ou não acreditavas simplesmente por desconhecimento?

José Augusto: Era desconhecimento. A astrologia era uma área que não me interessava.

“Mais importante do que a educação e o ambiente em que nascemos é o que já trazemos no nosso interior e o que fazemos com essas condições, sejam boas ou más”

Integrall: Até te dedicares à astrologia, tiveste muitas profissões?

José Augusto: Um pouco como todos os jovens, eu tinha o ideal de que era através da política e da intervenção social que nós podíamos melhorar (o mundo). Depois, com o tempo, percebi que o ambiente em que nascemos e a educação que temos são importantes, mas acredito, sinceramente, que mais importante do que isso é o que já trazemos no nosso interior e o que fazemos com essas condições, sejam boas ou más. Nós já trazemos isso de onde? De outras vidas, do nosso passado, de outras encarnações.

Claro que nós vemos nascer um bebé, inocente, mas por detrás daquele bebé está um ser que já teve uma vida, que já teve várias encarnações, e que, portanto, já traz um carma e um dharma, ou seja, já traz algo a pagar – como consequência do que fez e do que tem para aprender-, e, se o fizer, pode chegar mais longe.

Por isso, eu digo a brincar – mas não é brincadeira nenhuma-, que um horóscopo são, no mínimo, três horóscopos, ou seja, um horóscopo não é uma coisa estática. Um horóscopo são, no mínimo, quem eu fui, quem eu sou e quem eu posso vir a ser.

Integrall: Todas as vertentes da astrologia acreditam em reencarnação?

José Augusto: Penso que não, mas, para o tipo de astrologia que eu faço, a astrologia não faz sentido sem a reencarnação.

Integrall: Porquê?

José Augusto: Porque, a partir do momento em que pegamos no mapa de uma pessoa que nasceu naquele dia, àquela hora, naquele sítio e lhe descrevemos mais ou menos o seu projeto de vida, as suas condicionantes – se a partir do nada a pessoa já tem aquela informação -, eu vou ter de acreditar que a pessoa já traz aquilo de um sítio qualquer, como uma causa, como uma consequência. Eu prefiro acreditar nisso.

Integrall: Foi a primeira consulta com o astrólogo que te fez passar a acreditar na astrologia?

José Augusto: Foram coisas concretas que ele me disse. Como qualquer pessoa minimamente inteligente, eu pensei, raciocinei, não é? Como digo a brincar, se Deus me deu uma cabeça é para eu pensar. Portanto, se uma pessoa que não me conhecia, me fez sentir-me entendido, lido, visto por dentro, na minha totalidade, obviamente, tive de dar algum valor a essa informação.

Integrall: A partir daí começaste a pautar a tua vida pela astrologia?

José Augusto:
Passados seis anos, quando fui à Maria Flávia de Monsaraz já ia com outra disposição.

“Os publicitários têm muitas energias de Casa 11 e de Casa 12, ou seja, têm um acesso fácil ao inconsciente coletivo”

Integrall: Na altura em que começaste a estudar, a astrologia era pouco falada ou não?

José Augusto: Eu nunca reparei que não fosse falada, pelo menos, nos meios em que eu me inseria e considero que, atualmente, continua a ser a mesma coisa, só que as pessoas mostram uma coisa pela frente e outra por trás.
Como eu nunca me deixei condicionar muito pela opinião dos outros, para mim, era normalíssimo eu acreditar em coisas que os outros não acreditavam. No fundo vamos encontrando as pessoas que nos vão dando a informação de que precisamos.

Eu comecei a estudar astrologia, em 1993 e é tudo a mesma coisa desde há séculos e séculos. O que é verdadeiramente importante permanece igual. O que vai mudando são as formas. De facto, nos anos 90, a astrologia teve um grande boom, mas, a verdade, é que nunca me faltaram clientes, nunca me faltaram alunos, portanto, quando as pessoas dizem: “agora, a astrologia está mais ou menos na moda”, eu não noto essa diferença, porque não tenho necessidade nem de impingir a astrologia a ninguém, nem de me inibir para não viver a astrologia.

Integral: Não notas diferença em relação aos dias de hoje?

José Augusto: Ainda esta semana tive um cliente que trabalhava na publicidade, que é um indicador sobre astrologia.  Normalmente, os publicitários têm muitas energias de Casa 11 e de Casa 12, ou seja, são pessoas que têm um acesso fácil àquilo que poderíamos chamar o inconsciente coletivo. A maior parte da publicidade serve para quê? Para vender produtos. Portanto, eles querem que aquela informação, aquela publicidade, chegue ao maior número de pessoas possível. De um modo geral, o que é que eles vendem? Sexo. Porque o sexo está na cabeça das pessoas, seja naquelas que o vivem, seja, sobretudo, nas que não o vivem. Então, os publicitários vendem sexo, poder, ilusão. É sempre a ilusão de que se a pessoa comprar aquele produto/serviço lhe vai resolver a vida, que vai ter o tal sexo maravilhoso, a tal relação maravilhosa ou tal o estatuto social.

Não é por acaso que a publicidade – houve uma altura que eu gostava muito de ver os filmes publicitários com esse sentido crítico, trabalha como trabalha. Imagina que eles querem vender um telemóvel para a classe B. Então, vão fazer publicidade a um telemóvel de classe A. Inconscientemente, subliminarmente, quando a pessoa compra o telemóvel, acha que mais é rica, mais poderosa ou está num de nível de vida acima do seu.

Houve uma altura, por exemplo, nos anos 90, que a publicidade tinha muitas coisas relacionadas com o cosmos, com as estrelas, com a astrologia. Porquê? Porque os publicitários apanham o que está no ar, o que interessa às pessoas. É como agora, por exemplo, com esta história da segurança. Na realidade, não há mais insegurança, mas toda a gente acha que há.

Integrall: Porquê?

José Augusto: Porque as televisões passam isso o dia todo, os políticos falam disso e fazem as propostas para a combater, para ganhar votos.
Por exemplo, nos anos 2000, o meu pai vivia com a minha mãe num bairro social, numa casa decente. Houve uma determinada altura que, quando o visitava, reparava que ele viva com medo e que a conversa era sempre sobre crimes e insegurança. Aquele discurso começou a incomodar-me e um dia eu perguntei-lhe: “quantas vezes é que o pai já foi aqui assaltado no bairro?” Quantos assaltos é que já viu aqui no bairro?” Ele respondeu-me: “Nenhum”. Então, percebi porque é que ele tinha aquela sensação de medo e de insegurança: porque passava uma grande parte do dia a ver televisão e como a maior parte do dia a televisão passa crimes, essa era a realidade dele e não a sua realidade física, concreta.

 

DR

Integrall: A astrologia não é algo recente. Fernando Pessoa, por exemplo, também era astrólogo e tinha um heterónimo para astrologia.

José Augusto: O Rafael Baldaia.
Outro exemplo é a “Última Ceia”, do Leonardo Da Vinci, do XV. Tudo aquilo é um tratado de astrologia: cada um daqueles apóstolos, a maneira como está posicionado na mesa, o tipo de cores dos fatos, a posição entre eles.

“A astrologia é uma linguagem simbólica que nos permite perceber de onde é que vimos, quem somos, que caminho seguimos e como nos podemos relacionar com os outros”

Integrall: O que é a astrologia?

José Augusto: A astrologia é uma linguagem simbólica que permite o autoconhecimento. De uma forma mais fácil e mais direta, permite-nos perceber de onde é que vimos, quem somos, que caminho seguimos e como nos podemos relacionar com os outros, com o mundo e o que é que esse mundo e o que é que esses outros nos querem dizer, a cada momento.

Eu até costumo dizer, por graça, em certas conferências mais provocadoras que dou, que a astrologia é uma ciência, uma arte e uma religião. Claro que não é uma ciência exata, nem nunca foi, nem nunca vai ser. Como tudo que é importante na vida, não é exata. O amor não é exato. Nada é exato. Mas, é uma ciência, no sentido esotérico do termo, uma ciência iniciática. É uma arte, porque cada astrólogo vai filtrar todos aqueles símbolos e a pessoa que tem à frente, de acordo com a sua própria experiência, com o seu nível de consciência. É uma religião também, não no sentido tradicional, mas no sentido de religar, que é, no fundo, o objetivo das religiões primordiais, ou seja, todas as religiões são boas se te ajudarem a ser uma pessoa melhor. Nesse sentido, a astrologia ajuda-nos a religar à fonte, à unidade. Então, eu digo a brincar, que é uma religião, porque se permite religar, quer dizer que já estive ligado. Simplificando, é uma linguagem simbólica, que permite o autodesenvolvimento.

Integrall: Há vários tipos de astrologia?

José Augusto: Há vários tipos de astrologia, como é óbvio, mas, também é verdade, que as pessoas, para se apresentarem, precisam de um rótulo. Então, seja pelo seu conhecimento, seja pelo seu conforto filosófico, seja pelo próprio ideal que já têm na vida, há vários tipos de astrologia, embora eu considere que há só uma, que é a que nos permite desenvolvermo-nos. Mas, se eu quiser arranjar um rótulo, eu digo que faço uma astrologia cármica, humanista e transpessoal. Cármica, porque pressupõe que já vimos de um sítio qualquer e que muito do que nos acontece é uma consequência disso. Humanista, porque põe o homem no seu centro, com toda a sua sombra e toda a sua luz potencial. Transpessoal, porque transcende esse mesmo homem, porque nos relaciona com o cosmos e com a vida, no geral. Claro que se quisermos, podemos chamá-la também de astrologia psicológica, no sentido em que, no fundo, tratamos dos nossos complexos, dos nossos traumas, da nossa personalidade e dos conflitos que trazemos dentro de nós.

“A astrologia é uma ciência, uma arte e uma religião”

Integrall: O que é um mapa astral?

José Augusto: Um mapa astral é uma representação gráfica do céu para o momento do nascimento visto do local em que a pessoa nasceu.

Integrall: É céu daquele momento?

José Augusto: Se mostra o céu daquele momento, tudo o que nasce naquele momento está relacionado, porque, no universo, tudo está construído da mesma maneira: sistemas dentro de sistemas dentro de sistemas dentro de sistemas. Se eu souber ler um sistema, neste caso, o sistema solar, vou perceber o sistema daquele corpo físico, por exemplo, aquele sistema orgânico, que nasceu naquela altura.

 Integrall: Os astrólogos costumam dizer: “Assim na Terra como no Céu.

José Augusto: Exatamente. Assim na Terra como no Céu. Aliás, a própria oração do “Pai Nosso” nos fala disso. No fundo, é um princípio holístico.

Integrall: Cinco minutos de diferença de nascimento entre dois gémeos, podem mudar todo o horóscopo. Como é que a astrologia explica isto?

José Augusto: Explica exatamente isso, porque eles são gémeos, não são a mesma pessoa. É fisicamente impossível nascerem duas pessoas no mesmo sítio e à mesma hora.

Integrall: Mas o mapa astral deles não é igual?

José Augusto: Não, é diferente. Em que é que pode mudar? Nos tais cinco minutos.

Integrall: O que é que muda?

José Augusto: Muda tudo. Muda um grau, mudam dois graus. Quando um astrólogo está a interpretar um mapa, ele não vai a esse ponto de detalhe e depois há outra coisa. Por exemplo, eu tenho alguns clientes gémeos que nasceram com cinco minutos de diferença. Fisicamente, eles são parecidos, eu não os distingo. Na realidade, não são iguais, embora, na minha observação, eu os veja como iguais. Mas, quando estamos a ler um horóscopo, nós não vemos como é que a pessoa se comporta em sociedade, ou como é que se comporta com o marido, com a mulher, ou com a família. Nós vemos a pessoa como um todo, ela sente-se lida por dentro. No entanto, na realidade, com exatidão, eles não têm os horóscopos iguais, embora o que o astrólogo lhes diga seja muito parecido: um gémeo sente-se identificado, o outro também.

Integrall:
O mapa é composto de signos e planetas. O que é que é um signo?

José Augusto: O mapa é constituído por várias coisas, mas as quatro principais são os signos, os planetas, as casas astrológicas e os aspetos, que são a relação que os planetas têm entre si. Eu costumo dar esta imagem, que me parece interessante. Imaginemos um cenário de teatro: os planetas é como se fossem focos de energia, que têm uma determinada cor, uma determinada característica; os signos são o filtro através dos quais essa luz passa e as casas astrológicas são as áreas de vida onde aquilo se vai manifestar.

Tentando explicar melhor: imagina, por exemplo, que eu tenho o Marte, que é vermelho. É um foco. Se ele passar pelo Carneiro, que também é vermelho, eu vou ver uma luz vermelha. Se passar pelo verde, que é o signo Touro, eu vou ter uma cor projetada completamente diferente. O cenário é onde essa luz vai passar, ou seja, a casa astrológica é a área de vida onde esse conflito ou onde essa harmonia potencial vai ser vivida.

Integrall: E os aspetos?

José Augusto: Os aspetos são a relação entre os planetas. Os planetas são várias coisas, por exemplo, uma função da nossa psique. São representações de pessoas.

Imagina, por exemplo, que o sol é o meu pai. Ele mostra, simbolicamente, como é o meu pai, a minha relação com ele, as figuras de autoridade na minha vida. A lua mostra a minha mãe. Então, a relação angular que existe entre o sol e a lua mostra como eu senti a relação entre o meu pai e a minha mãe.

“Um mapa astral é muito mais vasto do que um signo. É único. Só existe um horóscopo para aquela pessoa, para aquele sítio onde ela nasceu”

Integrall: Há muita tendência de as pessoas se identificarem só com um signo, mas nós não somos só um signo, somos uma mistura de todos.

José Augusto: Claro, porque os signos são doze e as pessoas são milhões e milhões. Não há ninguém igual. Por isso, eu não posso caracterizar uma pessoa pelo signo que ela tem, embora alguns desafios e algumas características sejam comuns a todas as pessoas que têm aquele signo. Mas o mapa é muito mais vasto do que isso. É único. Só existe um horóscopo para aquela pessoa, para aquele sítio onde ela nasceu.

Integrall: É redutor quando as pessoas leem o seu horóscopo nas revistas ou nos jornais?

José Augusto: Sim, isso não diz nada.

Integrall: Uma coisa que é o mapa com que nascemos e outra coisa é o mapa atual. Os planetas estão em movimento. Não somos sempre a mesma pessoa. O que é que significam as previsões astrológicas?

José Augusto: O que vai fazer verdadeiramente a diferença é como lidamos com aquela limitação com que nascemos e o que fazemos com aquele potencial com que nascemos; o que é que vamos fazendo, a cada momento, com as tensões com que somos confrontados e com os potenciais que nos são apresentados.
Nós temos técnicas astrológicas, que podemos chamar de trânsitos astrológicos, progressões, direções, revoluções solares, que nos vão mostrando, a cada momento, como é que aquela base está a ser desafiada, com que testes é que a pessoa está a ser confrontada.

Integrall: Mas a astrologia não é a futurologia?

José Augusto: É futurologia no sentido em que pode prever as tensões e as linhas orientadoras. Não é futurologia porque a grande diferença vai ser como tu vais usar o livre-arbítrio para usar aquele conflito ou aquela oportunidade. Imagina, por exemplo, que eu ganho três mil euros por mês num determinado emprego e agora tenho uma proposta de alguém que oferece 15 mil euros por mês pelo mesmo trabalho. Não deixam de ser oportunidades exteriores, sociais. Mas, eu posso recusar o emprego de 15 mil porque tenho medo ou porque fui habituado a desconfiar sempre que me propõem qualquer coisa boa e por isso, vou continuar a ganhar os mesmos três mil.

Integrall: Como é que se concilia a astrologia e o livre-arbítrio?

José Augusto: Concilia-se muito bem, como tudo na vida. Existe destino e existe livre-arbítrio. A grande diferença é como é que tu usas o livre-arbítrio para cada uma das fases do destino. Dando um exemplo estúpido. De repente, está a chover. Isto é destino? Para mim, é porque não sou eu que determino se chove ou se faz sol. Agora, o meu livre-arbítrio determina se vamos continuar esta conversa debaixo de chuva ou se vamos para dentro de casa, se vamos a casa buscar uma gabardina e voltamos para a rua ou se vamos todos nos apanhar uma constipação. Isso é o livre-arbítrio.
Eu não tenho estudos académicos, mas já li centenas de biografias e constatei que no caso de políticos, cientistas, artistas, desportistas, a grande maioria dos que faz a diferença, não teve uma infância maravilhosa, com um pai extraordinário ou uma mãe fantástica. A questão é como é que usaram o seu livre-arbítrio para aquelas condições: uns foram derrotados por elas e outros fizeram das dificuldades algo extraordinário. A diferença é a forma como usamos o livre-arbítrio.

“A astrologia não muda a vida a ninguém, mas muda a vida a toda a gente”

Integrall: A astrologia resolve a vida ou indica tendências?

José Augusto: Eu costumo dizer, por graça, curiosamente, quando começo o meu curso de astrologia, que a astrologia não muda a vida a ninguém, mas que muda a vida a toda a gente. O que eu quero dizer? Ela não muda no sentido em que, não é porque estudo a astrologia que passo a ser uma pessoa melhor ou a tomar as boas decisões, mas muda no sentido em que eu observo a mesma realidade com outra mente – eu já não posso olhar para ela da mesma maneira.

Integrall: A astrologia ajuda a encarar as crises de forma diferente?

José Augusto: Sim, a perceber a estrada e qual é o propósito evolutivo delas.

Integrall: Que tipo de ajudas proporciona a astrologia ou uma consulta?

José Augusto: O conhecimento do momento atual, com o que é que a pessoa pode contar. Ter a compreensão de alguém fora pode ajudar a pessoa a perceber que não está sozinha e que, se há um sentido para o que lhe está a acontecer, é porque não é por acaso. Eu costumo dizer, por graça, que não virei um tonto feliz depois de começar a estudar astrologia, mas, desespero, nunca mais senti, exatamente porque conseguimos dar sentido, mesmo àquilo que não tem uma explicação aparentemente racional, percebemos que há um sentido evolutivo para a própria vida. O próprio mapa astrológico no-lo indica. E mesmo quando não indica, porque não sabemos ver ou, às vezes, não estamos em condições de ver, pelo menos, indica a direção e indica que aquela fase mais crítica vai ter uma saída.

Integrall: E quando vai passar?

José Augusto: Exatamente.

Integrall: Há idades para as crises?

“As pessoas vêm (a uma consulta) sempre que não encontram um entendimento para as crises que a vida lhes coloca”

José Augusto: Há crises pessoais, que tu tens nas mais diversas idades.

Integrall: Mas há algumas idades marcantes? Há idades em que todas as pessoas têm o mesmo tipo de crise?

José Augusto: Há um determinado tipo de crise, de desafio, que toda a gente tem, mais ou menos, na mesma altura, por exemplo, os ciclos de sete anos em que há sempre um confronto com a estrutura, com a autoridade. Acontece aos sete anos, aos 14, aos 21, aos 28 e assim por diante. São os confrontos com a (nossa) estrutura de vida, com a estrutura da autoridade, com o tempo. Ao fim de sete anos, não há uma célula que se repita no nosso corpo. Depois, temos a crise dos 50 anos, a crise da meia-idade. Portanto, há crises específicas que têm a ver com a idade, sim, e que se veem no mapa.

Integrall: O que é que as pessoas mais procuram nas tuas consultas?

José Augusto: Confesso que, como faço isto, há quase 30 anos, normalmente, eu é que digo o que é que a pessoa procura.

Integrall: Mas as pessoas vão à consulta com um intuito, com uma preocupação.

José Augusto: No fundo, eu diria que vêm sempre que não encontram um entendimento para as crises que a vida lhes coloca. Enquanto a vida corre segundo o que elas imaginam – a não ser que tenham um interesse especial na astrologia-, não vêm. Imagina que eu fui educado, que me ensinaram que, quando eu tiver um emprego e ganhar “x”, quando eu tiver uma mulher para casar e tiver dois filhos, eu vou ser feliz. Ora, se de repente eu não ganho aquele dinheiro, não consigo arranjar mulher para casar ou, de repente, arranjo a mulher para casar, mas não consigo ter filhos ou a vida não quer, eu tenho de perceber que há qualquer coisa que eu penso que não está certa, mesmo que eu seja uma pessoa certa.

“A maioria das pessoas que vai à minha primeira consulta, não gosta, mas se volta passados dois anos é porque deu valor ao que eu lhes disse”


Integrall: Que feedback tens dos teus clientes e alunos?

José Augusto: O feedback que tenho é bom. Eu não faço publicidade nenhuma às minhas consultas. Quem vem, vem porque quer, mas sei através do que as pessoas me dizem e a maioria das que vai à minha primeira consulta, não gosta.

Integrall: Porquê?

José Augusto: Porque não acham simpático, porque não ouvem o que lhes agrada, nem o que querem, nem o que estão à espera. Mas, se voltam passados dois, três, cinco anos, é porque deram valor ao que eu lhes disse.

 

Integrall: Muita gente te procura atualmente?

José Augusto: Comecei a fazer consultas profissionalmente, em 1996 e comecei a dar aulas há 29 anos e desde nunca parei. Só vivo da astrologia.

Integrall: Procuram-te pessoas de todas as idades, classes, géneros?

José Augusto: Sim, não há só um género, embora me procurem 70 por cento de mulheres e 30 por cento de homens, porque os homens falam menos da sua intimidade, logo, é normal que procurem menos. Estão pouco habituados a falar de sentimentos, emoções e mais ainda, a partilharem-nos. Acham sempre que podem resolvê-los sozinhos, só vêm sempre em último recurso.
Em termos de classes sociais, eu não consigo distinguir porque me procuram desde o agricultor até ao ministro, passando por estudantes universitários.

Integrall: Atualmente, as pessoas ainda têm vergonha de dizer que vão ao astrólogo ou já não?

José Augusto: Eu não diria que têm vergonha, mas não é propriamente algo que gostem de andar a espalhar.

Integrall: Já tiveste clientes que não acreditam na astrologia?

José Augusto: Que podem dizer que não acreditam na astrologia, sim, poucos. Temos de ser honestos: é estúpido uma pessoa usar uma ferramenta e dizer que não acredita nela. Então porque é que lá foi? A maior parte das pessoas não diz isso. Agora, há, é, pessoas que vão ver o que é que dá, como eu próprio fui na primeira vez.

Integrall: São movidas pela curiosidade?

José Augusto: Umas pela curiosidade, outras pelo desespero.

“Não acredito em céticos. Se as pessoas não acreditassem em nada não se levantavam da cama de manhã”

 Integrall: O que dizes aos mais céticos?

José Augusto: Que não acredito em céticos, porque se as pessoas não acreditassem em nada não se levantavam da cama de manhã. Não acreditam é todas nas mesmas coisas, mas para continuarem em vida, têm sempre de acreditar em Deus ou no dinheiro ou na saúde ou na beleza ou que amanhã vão ser mais ricas.
Quanto mais alto for o nosso ideal, mais felizes somos, menos desespero temos, mais constante é a nossa esperança e mais continuamos a avançar.

Integrall: Tu consultas o teu próprio mapa?

José Augusto: Às vezes.

Integrall: Com que frequência?

José Augusto: Não o vejo diariamente, mas nas crises principais, sim. Tenho de saber o que se está a passar comigo e o que a vida me está a pedir.

Integrall: Onde dás consultas e aulas?

José Augusto: Dou, presencialmente, na Ericeira e também, online.

Integrall: Tens uma livraria online?

José Augusto: Sim, chama-se “A Ler o Céu“.

“Em 2026 começam a surgir as diretrizes e as linhas que já nos permitem ver algo do novo mundo”

 Integrall: Porque é que 2025 é considerado um ano de viragem?

José Augusto: 2024, 2025, 2026 e 2027 são anos muito importantes de mudança no mundo, na civilização.

Integrall: Mas 2026 vai ter algo completamente novo?

José Augusto: Eu acho é que, em 2026, começam a surgir as diretrizes e as linhas que já nos permitem ver algo do novo mundo, enquanto agora o que estamos a ver é velho mundo a acabar. Quando eu falo em velho mundo, é o mundo de pessoas que têm 60 anos, como eu e que acreditavam que era de uma determinada maneira. Esse mundo está a mudar completamente.

Integrall: O que é que aí vem depois desta transição?

José Augusto: Terá de ser sempre algo melhor do que o que está. Se Plutão está em Aquário, Neptuno em Carneiro e Urano em Gémeos; se os três planetas transpessoais, que mudam a sociedade, que mudam a civilização, estão a fazer um bom aspeto entre si, eu tenho de perceber que algo novo e algumas novas formas vão surgir. Só que estamos numa fase em que ainda não as conseguimos ver, em que o velho mundo que conhecemos e a que estamos agarrados, está a deixar de funcionar.

Integrall: Há esperança?

José Augusto: Sempre muita esperança. Acredito que, se tudo está programado para a evolução, o que vem a seguir tem que ser melhor.

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