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Home Desenvolvimento Pessoal Astrologia

“Estes planetas representam o desafio de abraçarmos uma nova vida na mesma encarnação”

by Sandra Xavier
Agosto 28, 2025
in Astrologia, Desenvolvimento Pessoal
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Autor, educador, comunicador, intuitivo e conselheiro astrológico certificado pela ISAR, Nuno Michaels é membro e palestrante de diversas organizações astrológicas internacionais.
Formado em Psicologia Clínica e Ciências da Comunicação, dedica-se, há 25 anos, a escrever as mensagens das estrelas para a comunidade que o acompanha nas aulas de astrologia, em consulta, em retiros ou nos livros publicados. O mais recente, “A Viagem de um Anjo”, pretende recordar os adultos da sua verdadeira natureza: “cuidar dos outros com o toque das suas penas, com a luz das suas asas e com o poder do seu coração”.

Integrall: És formado em Ciências da Comunicação e Psicologia Clínica, mas há 25 anos que és conselheiro astrológico. O que te fez deixar as tuas formações académicas para te passares a dedicar exclusivamente à astrologia?

 Nuno Michaels: A resposta sintética é o fluxo natural da vida. Eu fui estudar Ciências da Comunicação porque, na minha geração, na minha altura e para a minha família, era muito importante que eu tivesse um curso superior. De modo que eu escolhi uma área com a qual me identificava, a minha mãe era jornalista. A Universidade de Nova de Lisboa tinha uma licenciatura de Ciências da Comunicação muito bem cotada no mercado e eu fui estudar Ciências da Comunicação. Quase no final do curso, descobri que havia uma escola, em Portugal, o Quiron e fui estudar astrologia, embora eu já fosse autodidata desde os 15/16 anos.

Enquanto estudava astrologia percebi que era importante ter alguma formação em Psicologia. Além disso, eu queria fazer uma formação na Psicologia do Carl Jung e só me aceitavam se eu fosse formado em Psicologia Clínica. Então, fui fazer o curso Psicologia Clínica e quase no final, fui convidado pela Maria Flávia de Monsaraz para dar aulas de astrologia no Quiron, onde tinha estudado, abraçando a astrologia a tempo inteiro – tinha 25 anos – e é o que eu tenho feito desde então.

Integrall: Nunca chegaste a exercer Psicologia Clínica nem Comunicação?

Nuno Michaels: Trabalhei dois ou três anos em agências de comunicação, numa enquanto estava a acabar o curso e noutra, na Imago, nos primeiros anos depois de ter acabado a faculdade.

Integrall: Percebeste que o caminho não era por aí?

Nuno Michaels Não, não me fazia feliz escrever newsletters e jornais de empresa. Era tudo muito vazio, muito poucochinho. Era muito pouco estimulante para mim, mas, na altura, era o que eu fazia, o que me dava dinheiro, o que tinha a ver com a minha formação de base e foi abençoado, porque foi o que me financiou os livros, os cursos e as cassetes de astrologia.

 “Foi numa noite no Bairro Alto, quando andava à procura de Deus no fundo de copos de absinto, que encontrei a astrologia”

Integrall: Antes de estudares no Quiron, já eras autodidata. Como é que a astrologia entrou na tua vida?

Nuno Michaels: Eu tinha acesso a alguns livros da biblioteca da minha mãe, que se interessava, também, por temas do oculto, vida depois da morte, Psicologia, o despertar dos mágicos, alguma astrologia, mas, em rigor, foi numa noite no Bairro Alto, em Lisboa, quando eu andava à procura de Deus no fundo de copos de absinto, que encontrei uma miúda que estudava astrologia no Quiron. Foi durante essa noite que eu fiquei a saber que havia uma escola de astrologia em Lisboa – não fazia ideia – tinha 17 ou 18 anos, mas só aos 22 é que acordei, uma manhã – foi mesmo assim – com o nome Quiron na cabeça, ou seja, três ou quatro anos depois de ter recebido essa informação.
Acordei com o nome Quiron na mente, cheguei à empresa – a primeira onde trabalhei -liguei para as informações e pedi o número de telefone. Disseram-me que havia um Quiron na (Rua) Vítor Cordon, no Chiado. Deram-me o contacto, liguei para lá e o primeiro ano começava nesse dia. Foi uma sincronia incrível. Levei duas fotografias, dinheiro para pagar a jóia, a inscrição, a mensalidade e assisti à minha primeira aula de astrologia nesse mesmo ano, em outubro de 1997.

 “(Os astros) revelaram-me uma ordem e uma inteligência muito para lá de tudo aquilo que me tinham ensinado (…) a astrologia foi um portal que se abriu para mim, foi uma espécie de fogo que nunca mais se apagou”

DR

 Integrall: O que te fascinou nos astros?

Nuno Michaels: Revelarem-me uma ordem e uma inteligência muito para lá de tudo aquilo que me tinham ensinado, muito para lá de tudo o que era a referência cultural. Ninguém na universidade tinha falado nisso, ninguém na televisão tinha falado nisso, ninguém à minha volta falava dessas coisas e, portanto, aquela primeira aula de astrologia foi um portal que se abriu para mim. Aquilo tudo me fez imenso sentido, quis saber cada vez mais, comprei as cassetes todas da Maria Flávia, ouvia aquilo todos os dias, de trás para a frente e de frente para trás, ouvia-as várias vezes e quanto mais descobria, mais sentido aquilo me fazia – foi uma espécie de fogo que nunca mais se apagou.

“Eu não tenho uma abordagem estritamente astrológica, tenho uma abordagem muito terapêutica também, ou seja, trabalho muito com o que a pessoa traz, pensa e sente com o que lida”

Integrall: Até hoje?

Nuno Michaels: Até hoje e mais tarde, em que houve, também, um momento importante no meu percurso. Com 20 e tal anos, já estava a estudar astrologia, conheci o José Augusto – sou amigo dele – e ele pediu-me ajuda para organizar a vinda do Alan Oken, um astrólogo e metafísico americano, a Portugal. O José Augusto tinha-o convidado para dar um curso na Ericeira e precisava de alguém que soubesse, simultaneamente, de astrologia e de Inglês para fazer a tradução. Eu aceitei e foi assim que eu conheci o Alan. Quando batemos o olho um no outro, tivemos um reconhecimento imenso, uma identificação imensa e desde aí, ele adotou-me como filho espiritual, tornámo-nos amigos e ele começou-me a ensinar o que sabia, começou-me a treinar, visitava-me todos os anos e eu ia visitá-lo aos Estados Unidos. Tivemos uma relação de mestre e discípulo, ou de pai e filho, que durou anos, até ele ter morrido em 2022, durante a pandemia de Covid. O meu percurso com o Alan foi, também, profundamente, estruturante na minha formação, na minha relação com a metafísica e com o meu percurso de vida até agora. Portanto, tive duas grandes chaves: uma foi a Maria Flávia de Monsaraz e a outra foi o Alan Oken.

Integrall: Tu recorres à Psicologia quando analisas um mapa?

Nuno Michaels: Recorro a muitos dos conhecimentos que obtive em virtude de ter estudado Psicologia Clínica, nomeadamente, aquilo que tem a ver com teorias da personalidade, com a psicopatologia, com a compreensão do funcionamento psíquico. Há muita coisa que eu aprendi durante o curso de Psicologia que ainda hoje me é muito útil no meu trabalho com pessoas, principalmente, na dimensão terapêutica do trabalho que faço, porque eu não tenho uma abordagem puramente ou estritamente astrológica, tenho uma abordagem muito terapêutica também, ou seja, trabalho muito com o que a pessoa traz, pensa e sente com o que lida, muito mais do que dizer: “em setembro isso resolve-se porque o Saturno sai da casa seis”. Por isso, sim, tudo o que eu aprendi na área da Psicologia, não só na faculdade, mas tudo o que aprendi em virtude de ter estudado Psicologia, faz parte do meu olhar e do meu trabalho.

“Carl Jung dizia que a astrologia merece o reconhecimento da Psicologia, sem restrições, em virtude de ser a soma de todo o conhecimento psicológico da antiguidade”

Integrall: É possível comparar a Psicologia com a astrologia?

Nuno Michaels: Eu creio que a astrologia é a forma mais antiga, mais profunda, mais transcendente, mais inclusiva – sou suspeito -, e mais útil de Psicologia que eu já encontrei até hoje, ou seja, eu penso que a astrologia é uma linguagem profundamente psicológica e, portanto, é uma forma de Psicologia. O Jung, que tem uma abordagem psicológica muito mais próxima da visão astrológica, arquetípica, mística e espiritual da vida, dizia que a astrologia merece o reconhecimento da Psicologia, sem restrições, em virtude de ser a soma de todo o conhecimento psicológico da antiguidade. Portanto, se elas são relacionáveis, para mim, a astrologia é a melhor psicologia que eu já encontrei até hoje.

“Uma das razões para a astrologia não ser reconhecida ou aceite no paradigma coletivo dominante tem a ver com o facto de vivermos dentro de um caixote materialista e racionalista”

Integrall: Porque é que achas que não lhe dão o devido valor?

Nuno Michaels: Quem não dá o devido valor? Quando dizes não dão, referes-te a quem?

Integrall: Por um lado, sinto que há cada vez mais pessoas a procurarem os astrólogos e a estudar astrologia, mas, por outro, sinto que ainda há um preconceito e há um bocadinho de dificuldade em assumir que se vai ao astrólogo.

Nuno Michaels:  Sim, é possível, se bem que as pessoas que me chegam, à partida, não são as que têm o preconceito ou a reserva, mas não sei como é que elas gerem isso nas suas vidas: se o marido sabe, se os pais sabem, se os filhos sabem. Agora, dando-te uma resposta mais da ordem do coletivo e do cultural, penso que tem muito a ver com o facto de nós sermos herdeiros, culturalmente e sociologicamente, de um paradigma, basicamente, racionalista e baseado no paradigma científico, que exclui aquilo que é simbólico, aquilo que é poético, aquilo que é místico, aquilo que é transcendente, aquilo que é misterioso, que é subtil e, portanto, aquilo que tem a ver com as faculdades superiores do ser humano: a imaginação, a criatividade, a sensibilidade. Portanto, culturalmente, eu penso que uma das grandes razões para a astrologia não ser reconhecida ou aceite no paradigma coletivo dominante, no mainstream, tem a ver com o facto de nós vivermos dentro de um caixote materialista e racionalista.

Daqui por umas décadas, provavelmente, já estaremos, coletivamente, bastante mais libertos da tirania da mente estritamente racional, que exclui tudo aquilo em que a astrologia toca. Penso que daqui por umas décadas vai ser diferente. Mas eu concordo contigo: há cada vez mais pessoas a compreenderem que as verdades, coletivamente, aceites não devolvem respostas às perguntas mais profundas e essenciais que os seres humanos transportam dentro de si.

Integrall: Qual é a astrologia que ensinas nas tuas aulas?

Nuno Michaels: Eu não sei como responder a isso. Vou dizer que ensino uma astrologia que procura servir a evolução da consciência.

“Ensinar na escola uma linguagem que nos liga à vida, ao universo e às forças vivas do cosmos, é essencial para recordarmos e descobrirmos o que significa realmente sermos humanos”

 Integrall: Tu crês que daqui a uns anos a astrologia poderá vir a ser ensinada nas escolas?

Nuno Michaels: Acredito.

Integrall: Devia ser?

 Nuno Michaels: Na Grécia Antiga, a educação das crianças começava por conhecerem os deuses, os mitos e aprenderem sobre a vida, as vidas dos deuses, de modo a que pudessem reconhecer que as suas vidas eram reencenações das vidas dos deuses. A pedagogia, na Grécia, era orientada para o reconhecimento do homem, do ser, como uma obra poética e um trabalho de atualizar as vidas dos deuses através da nossa vida. Só mais tarde, na educação, é que se ensinavam as disciplinas da razão. Eu creio que a nossa evolução está dependente de recuperarmos uma parte perdida da sabedoria desse tempo e ensinar, na escola, uma linguagem que nos liga à vida, ao universo e às forças vivas deste cosmos, é essencial para recordarmos e descobrirmos o que significa realmente sermos humanos, porque ser humano não se cumpre, nem se define, nem cabe em ser produtor, consumidor, eleitor, contribuinte, cidadão, pai, filho, esposa, marido. Isso são papéis, são funções. Nenhuma destas coisas nos diz nada sobre a nossa natureza, sobre a nossa alma, sobre as nossas inquietações, sobre o sentido da nossa vida, sobre o porquê dos nossos conflitos, sobre o porquê das nossas experiências. É como se, enquanto não recuperarmos algo de essencial que é a “civilização” e a “cultura atual” – que se perderam de caminho -, estamos dissociados do transcendente,  da profundidade, do espírito, da nossa própria alma,  da natureza, do corpo físico, estamos dissociados uns dos outros. Eu tenho a convicção que, além da evolução – já para não dizer da salvação e da sobrevivência da espécie-, estas sabedorias, saberes, consciências, linguagens, paradigmas vão, necessariamente, ressurgir e reemergir, porque, senão, vamos transformar-nos, todos, num misto de processadores com consumidores.

DR

 “O mapa astral é uma representação das energias através das quais, ao longo da vida, estamos condenados a ter de aprender a viver da forma mais consciente possível”

 Integrall: O que é um mapa astral?

Nuno Michaels: É uma representação gráfica e simbólica do jogo de forças que existia no nosso sistema solar, no momento em que nascemos, conforme visto desse lugar. Qual é o pressuposto? É que nós, tal como as uvas, transportamos a qualidade própria do momento em que nascemos e, portanto, o mapa de nascimento é uma representação das energias através das quais, ao longo da vida, estamos condenados a ter de aprender a viver da forma mais consciente possível a questões que são internas, coletivas, transpessoais e arquetípicas. Ou seja, cada um de nós transporta um conjunto de desafios, cuja proposta é que dê a sua própria resposta a esses desafios, aos dons, aos talentos, às energias, às qualidades, às predisposições, aos diálogos entre os deuses que se movem dentro de si.

Eu, também, posso dizer que o mapa de nascimento é o esquema dos condóminos que vivem dentro de nós e que se movem através de nós e a que os astrólogos chamam Sol, Lua, Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão, que vestem uma de doze roupagens diferentes – que nós chamamos Carneiro, Touro, Gémeos, Caranguejo, Leão, etc, que se movem em doze diferentes palcos da vida, a que nós chamamos casa um, casa dois, casa três, casa quatro, casa 12 e que têm, entre si, relações específicas, às quais nós chamamos conjunções, sextis, trígonos, oposições. Mas o nosso mapa de nascimento não é estático, está sempre em lenta reconfiguração de forma simbólica. A esta técnica, de pensar o mapa no tempo, nós chamamos progressões. Há várias progressões diferentes e várias maneiras de as calcular. Ao mesmo tempo, o mapa com que nascemos, está permanentemente a ser interpelado pelas novas posições dos planetas, a cada novo dia, a cada novo mês, a cada novo ano. Dito de outra maneira, o mapa é semente e as progressões são o processo da semente se transformar numa planta, numa flor, ou numa árvore – vai evoluindo gradualmente, cumprindo o seu próprio ADN, revoando o seu próprio potencial, atualizando os códigos próprios e íntimos que traz. E depois há: como é que está o clima, se vem vento, se vem chuva, se vêm raios, se vem calor, se vem frio, se vem geada – isso são os trânsitos. Então, há uma promessa, à partida, que é o mapa natal, que é semente, há o desenvolvimento dessa semente, que são as técnicas simbólicas a que chamamos progressões, e há a maneira como o estado atual do tempo ativa, interage, interpela, desafia e convoca o nosso mapa de nascimento.

“Não acredito que o importante na astrologia seja prever acontecimentos. O mais valioso é que permite cartografar as tendências do desenvolvimento de cada consciência”

 Integrall: Quando falas em clima é aquilo que as pessoas conhecem, na gíria, como as previsões astrológicas?

Nuno Michaels:  Não sei se podemos dizer assim. Quer dizer, os trânsitos são usados para descrever tendências. As progressões são usadas também para descrever tendências. Quando as pessoas falam em previsões, raramente, estão a pensar em processos de transformação interiores. Geralmente, estão focadas em antecipar acontecimentos e eu não acredito – embora seja possível e há gente muito boa nisso – que o importante na astrologia seja prever acontecimentos. Penso que o mais valioso é que permite cartografar as tendências do desenvolvimento de cada consciência, ao longo do tempo. Foi isso, por exemplo, que me permitiu escrever, em 2017, que, em 2020, íamos ter um ano terrível do ponto de vista da exacerbação do controle, por parte das instituições, e foi isso que me permitiu escrever, também em 2017, que a partir de maio de 2026, vamos começar a viver, todos, uma realidade nova, uma nova frequência e o início da construção de uma nova sociedade e de uma nova vida. Agora, eu não tinha como prever que o exercício de poder e de controlo se ia chamar pandemia, confinamento, vacinação obrigatória, máscaras. É muito difícil prever como é que se vai manifestar o processo. Pela minha experiência, quando as pessoas falam de previsões, estão a pensar no que vai acontecer, quase como se fosse possível que, aquilo que nos acontece, seja independente das escolhas que fazemos, da maneira como nos conduzimos e do nível de consciência em que vivemos – e para mim não é, para mim não é.
Por outro lado, o que a astrologia nos descreve são qualidades energéticas que ficam mais ativas. Por exemplo, eu vejo o Júpiter a entrar na tua casa quatro. Eu não te vou dizer que tu vais engravidar – porque Júpiter é expansão familiar-, eu não vou dizer que vai entrar um novo membro na família, que vais ser tia, não vou dizer que te vai morrer um familiar – porque Júpiter também é a viagem e a casa quatro é a da família -, mas posso descrever-te a qualidade de Júpiter a expressar-se naquela área de vida. Claro que eu posso ser muito intuitivo ou muito descarado e dizer que tu vais engravidar e o teu avô vai morrer – e até pode ser que isso aconteça -, mas o importante não é que o avô morra, o importante é reconheceres a qualidade energética que, temporariamente, estás a ter que ou a poder ser vivida naquela área de vida. O que interessa não são acontecimentos, são processos internos que têm uma correspondência com o processo externo.
Não me interessa falar de acontecimentos – não é assim que eu trabalho com astrologia -, interessa-me falar de processos.

“Esses planetas representam a ativação de novas frequências que convocam à reinvenção pessoal, à evolução, ao espírito de comunidade (…) o desafio a começar de novo”

 Integrall: Temos Plutão em Aquário e Neptuno em Carneiro, algo que nenhum ser humano à face da terra viveu. Temos Urano em Gémeos, que poucos viveram e temos Saturno em Carneiro. Tendo em conta que 2025 é considerado um ano de transição, o que é se espera para 2026, com estas posições planetárias?

Nuno Michaels: Eu vejo uma separação da humanidade, porque, para mim, esses planetas representam a ativação de novas frequências que convocam à reinvenção pessoal, à evolução, ao espírito de comunidade, à individuação pessoal, à adesão às visões e aos apelos do espírito ou do coração pessoal, o desafio a começar de novo, o desafio a abraçarmos uma nova vida na mesma encarnação, o desafio a explorarmos o que, movendo-se dentro de nós, ainda não teve como ser vivido, porque ainda não chegou o tempo. Estas energias convocam a um grande upgrade (atualização) para quem esteja em condições de receber, sintonizar-se e responder ao apelo. Ora, acontece que, na minha opinião, a maioria da humanidade não está virada para estas coisas e, por isso, o que eu vejo é a ativação de novos códigos na humanidade, aos quais uma maioria vai poder começar a responder, mas a grande maioria, vai fazer ainda mais check-out (sair) da realidade e check-in (entrar) na alienação virtual, tecnológica, de ligação em rede, a uma realidade cada vez mais virtual e cada vez menos humana.

“O que observo é uma grande parte da humanidade profundamente alienada, louca, perdida, enlouquecida, iludida e muito distante do seu próprio coração”

Integrall: Falas de uma comunidade e tu próprio já construíste uma comunidade virtual. Tens um site onde é possível encontrar as tuas consultas, aulas, webinars. Não tens mãos a medir?

DR

Nuno Michaels: Estou ao serviço, há muitos anos e cada vez mais, aquilo com que eu trabalho, parece fazer parte daquilo que cada vez mais almas humanas precisam.

Integrall: Há muitos anos que eu te ouço falar em construir uma arca. Essa tua comunidade já é essa arca?

Nuno Michaels: Que ligação bonita, Sandra. Eu comecei a falar da arca no ano de 2012. A arca referia-se a uma construção interna para navegar nos anos que se seguiriam e que seriam anos de loucura, de confusão, de caos, de prepotência social e extraordinariamente difíceis para quem não pudesse construir, para si próprio, uma estrutura pessoal que lhe permitisse navegar com coragem, responsabilidade, amor, autonomia, autoridade pessoal. E o simbolismo da arca está, profundamente, ligado à imagem e à história do dilúvio. Claro que o dilúvio é simbólico, mas está representado, na astrologia, pelo longo trânsito de Neptuno em Peixe – os chamados “Tempos líquidos” -, que trouxeram uma psicose coletiva, uma grande alienação coletiva e a exacerbação das vidas virtuais imaginadas e projetadas no glamour das redes sociais. A arca é o acrónimo de adesão (a um processo inevitável), responsabilidade, centramento e amor.

“Tanta violência, tanta pornografia, tanto tráfico de armas, tantos desportos competitivos, tudo isto são válvulas de escape coletivas para a sociedade viver as suas próprias sombras não reconhecidas”

Integrall: Por falar em amor, foi em 2012 que te conheci, num workshop sobre “o amor em tempos de cólera”. A Humanidade continua a vivê-lo dessa forma?

Nuno Michaels: A cólera é uma parte. Tudo funciona como um pêndulo, e às vezes, as coisas têm de atingir um extremo para virar o seu contrário. Mas, de momento, o que eu observo é uma grande parte da humanidade profundamente alienada, louca, perdida, enlouquecida, iludida e muito distante do seu próprio coração e com muito pouca objetividade, com muito pouca consciência, com muito pouca lucidez. E sem isto, eu não sei se é possível amar – sei que é possível consumir, não sei se é possível amar. A cólera permanece. Não é possível que um ser humano que não se realiza, não se conhece, não se cumpre, que está alienado, que está fundido com a loucura coletiva, que está perdido de si próprio, que está à deriva, não se sinta profundamente frustrado dentro de si próprio. Não é possível. E, portanto, a cólera permanece e geralmente, expressa-se quando os nossos desejos, fantasias e pretensões falham, são frustrados e desapontados. É tão fácil ver como perdemos as estribeiras e o amor se transforma em ódio, como estamos todos por um fio e como ainda é preciso haver tanta violência no mundo como expressão de toda a zanga que se move ainda dentro de cada ser humano. Tanta violência, tanta pornografia, tanto tráfico de armas, tantos desportos competitivos, tudo isto são válvulas de escape coletivas para a sociedade viver as suas próprias sombras não reconhecidas. Da mesma maneira que eu e tu temos uma sombra, o coletivo também tem. Quais são as sombras maiores da nossa sociedade? São o egoísmo, o materialismo, a ilusão, a mentira, o medo, a prepotência do desejo, o sexo, o poder e a violência.

DR

“Somos anjos, criados por anjos, disfarçados de humanos, a falharmos todos uns com os outros impecavelmente, até descobrimos a nossa verdadeira natureza”

 Integrall: Tu és muito mais do que um conselheiro astrológico, és palestrante, és autor. Em 2012, publicaste o “Guia de Planeamento Pessoal e Astrológico” e em 2024, “A Viagem de um Anjo”, que tu dizes ser uma história de crianças especialmente para adultos. Esta história é como os contos, que adormecem as crianças e despertam os adultos?

Nuno Michaels: Que lindo! Obrigado por esta pérola que ganhei com esta conversa. Eu não sei se adormecem as crianças – com a minha nunca funcionou, mas ela também não é muito boa de dormir (risos). Não sei se despertam os adultos. Eu gosto de pensar que existe sempre essa possibilidade, mas a intenção, mais do que despertar – ou talvez seja a mesma coisa – é recordar os adultos do que eles são, antes de se terem esquecido: anjos. Somos anjos, criados por anjos, disfarçados de humanos, a falharmos todos uns com os outros, impecavelmente, até descobrimos a nossa verdadeira natureza. E a partir da recordação da nossa verdadeira natureza, compreendermos qual é a nossa missão: cuidar dos outros com o toque das nossas penas, com a luz das nossas asas e com o poder do nosso coração. Tivéssemos nós esta consciência permanente, eu por mim falo, e o mundo por onde eu já tenha passado, por onde já tenhamos passado, ter-se-ia transformado, provavelmente, num lugar melhor, só por eu/por nós lá termos passado com esta consciência. E agora que me ponho a pensar nisso, reconheço a quantidade de oportunidades, que já perdi, de o fazer. Então, se calhar, o livro é, antes de mais, para me recordar, a mim próprio, e depois, para recordar quem o lê, mas eu nunca tinha pensado na coisa nestes termos: de adormecer crianças e despertar adultos. Gosto muito.

DR

Integrall: Além de tudo o que fazes, ainda organizas retiros. Com que frequência, onde acontecem e a quem é que se dirigem?

Nuno Michaels: Vou começar pelo fim. Dirigem-se a qualquer pessoa que sinta um apelo magnético em juntar-se. Isso é fácil. As outras duas perguntas também são fáceis. Com que frequência? É quando Deus manda. Onde? Sabe Deus.

“Acredito, profundamente, que estamos todos no processo de prever a próxima versão de nós próprios (…) Vejo muita coisa a chegar ao fim, mas também sei que a nova vida ainda não está pronta a apresentar-se”

Integrall: Quem precisar de saber mais sobre os teus retiros é ir ao teu site?

Nuno Michaels: É um site relativamente novo. Desde a pandemia, tenho estado a funcionar na plataforma Patreon – que mantenho -, mas, recentemente, criei o site unomichaels.pt e vou lá pondo a informação sobre tudo o que vou fazendo. Eu vou sendo inspirado, guiado, impulsionado a fazer coisas. Quando Deus manda, eu faço. Pessoalmente, não tenho agenda, não tenho planos e não tinha desejo de fazer retiro nenhum.  Por mim, estava sossegado, mas, durante os últimos anos fiz, em média, dois retiros anuais no Parque de Natureza de Noudar, em Barrancos. Fui lá parar, por acaso, eu só ia à procura de uma casa de banho, mas, quando cheguei lá, soube que tinha de levar para ali um grupo. Soube nesse instante. Então, reservei aquilo por cinco semanas e ao longo dessas cinco semanas, passaram por ali mais de cem pessoas, e comecei a fazer retiros com maior frequência. No entanto, da última vez, comecei a sentir que já não tinha grande vontade de continuar, por isso, agora, vou esperar que Deus me mostre o próximo trabalho, o próximo lugar, a próxima data. Posso, contudo, adiantar-te aquilo que Ele já me pediu e que, provavelmente, vou fazer, a partir do próximo ano: ciclos para homens.

Integrall: Uma mensagem astrológica para quem nos está a ler?

Nuno Michaels: Eu acredito, profundamente, que estamos todos no processo de prever a próxima versão de nós próprios. Estamos num período e num processo de transição, num lugar liminar. Há que respeitar este processo, acreditando nos apelos de futuro que se movem dentro de nós e respeitando o tempo necessário para encerrarmos os ciclos que ainda estão a encerrar-se, de modo a podermos fazer esta transição. Eu vejo muita coisa a colapsar e a chegar ao fim, mas também sei que a nova vida ainda não está pronta a apresentar-se. Há que confiar e há duas qualidades do espírito que eu creio que são, extraordinariamente, importantes nesta altura: a coragem, que é o que nos leva para a frente e o desapego, que é o que nos ajuda a deixar o passado descansar.

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