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Home Desenvolvimento Pessoal

“Evitamos as emoções porque são desconfortáveis”

by Sandra Xavier
Fevereiro 26, 2026
in Desenvolvimento Pessoal, Em destaque
Créditos foto: Workmove

Créditos foto: Workmove

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Foram 600 as pessoas que trocaram o Dia dos Namorados pela 3ª edição do evento “Inteligência emocional: da teoria à prática”, em Lisboa. Organizado por Paulo Moreira, fundador da marca Treino Inteligência Emocional e um dos principais impulsionadores do conceito, em Portugal, foi um dia recheado de dinâmicas, peças de teatro e palestras. A mentora Sofia Castro Fernandes desmistificou o tema da empatia, a psicóloga Isa Silvestre respondeu a perguntas da audiência sobre burnout, o especialista em comunicação positiva, Fábio Borges, pôs a plateia em movimento para abordar a felicidade e o autor motivacional, Paulo Azevedo arrancou lágrimas, palmas e por várias vezes, deixou o auditório em silêncio, com a sua história de vida e superação.
O Integrall esteve à conversa com Paulo Moreira, que está já a preparar (mais) uma certificação em inteligência emocional aplicada, aberta ao público, em Lisboa e no Porto.

Integrall: O que é a inteligência emocional?

Paulo Moreira: Embora existam várias definições, a inteligência emocional é a capacidade de conseguirmos reconhecer aquilo que estamos a sentir, entender e gerir – nem sempre dá – e fazer o mesmo com as emoções das outras pessoas. Então, é a capacidade de olharmos para as emoções, entendê-las e utilizá-las a nosso favor. As emoções são informação e por isso, a partir do momento que entendemos o que alguém está a sentir, consegimos entender melhor essa pessoa e relacionar-nos melhor com ela.

 “A inteligência emocional é a capacidade de nós olharmos para as emoções, entendê-las e utilizá-las a nosso favor”

Integrall: Toda a gente tem inteligência emocional?

Paulo Moreira:  A inteligência emocional insere-se no espectro da inteligência, é quase inteligência. Todos têm inteligência? Ela é relativa e depende do grau, ou seja, ela existe, mas umas pessoas têm mais e outras muito pouca.

Integrall: Nem toda a gente sabe usar a inteligência emocional?

 Paulo Moreira: As pessoas nem sempre sabem aplicá-la no dia a dia e mesmo aquelas que o fazem, por vezes, não o conseguem em determinados contextos.

Integrall: O que é que as pode influenciar?

 Paulo Moreira: Quando estão cansadas, com sono, stressadas, com fome.

“Nós, adultos, gerimos as nossas emoções muito a partir daquilo que observamos e que fomos aprendendo, ao longo da nossa infância e podemos não ter tido os melhores exemplos”

Integrall: O que é que faz com seja tão difícil para algumas pessoas saber gerir as suas emoções?

Paulo Moreira: Nós, adultos, gerimos as nossas emoções muito a partir daquilo que observamos e fomos aprendendo, ao longo da nossa infância. Por vezes, podemos não ter tido os melhores exemplos, mas vamo-los reproduzindo. Uma das dificuldades é que, quando gerimos as nossas emoções, não as gerimos a partir do vazio, ou seja, temos sempre uma bagagem e por vezes, essa bagagem não é a melhor.
Então, a primeira barreira é quando estamos expostos a determinadas situações e procuramos corrigir automaticamente aquilo que não fazemos tão bem. A segunda barreira é fazê-lo de forma consistente, porque todos conseguimos respirar fundo e gerir bem um determinado momento, mas conseguir fazê-lo com consistência já é mais desafiante.

Integrall: Não fomos ensinados, em criança, a gerir as emoções…

Paulo Moreira: Não fomos, embora essa realidade esteja a mudar. Nem se falava do tema, ele não existia. Lidávamos com as emoções de várias formas, que, se calhar, não eram as mais positivas, mas fomo-las incorporando e por isso, hoje em dia, temos de desaprender algumas coisas.

Integrall: A bagagem vem de imitarmos os nossos pais que, por sua vez, imitaram os nossos avós?

Paulo Moreira: Não imitamos exatamente da mesma forma, mas repetimos alguns padrões e em princípio, melhoramos geração após geração. É sempre um processo em melhoria constante.

“Devemos dar espaço às emoções quase sempre, mas há momentos em que temos de as suprimir (…) A questão é o que é que fazemos a seguir quando isso acontece?”

Integrall: É preciso dar espaço às emoções, senti-las?

Paulo Moreira: Sim, quase sempre. Eu digo quase sempre porque, quando falamos disto, parece que é muito bom estarmos sempre a ouvir as emoções, a escutá-las e a verdade é que, no dia a dia, por vezes, não conseguimos e nalguns casos, temos até de as suprimir. Por exemplo, em contexto profissional, se numa reunião de trabalho o meu chefe me diz uma coisa que me cai mal, à frente de clientes, não é positivo reagir ali, tenho de suprimir a emoção. A questão é o que é que eu faço a seguir? Isso é que é importante.

Integrall: O que é que se deve fazer a seguir?

Paulo Moreira: Posso comunicá-lo, porque o problema não é aquele momento, o problema é quando o momento se vai acumulando, ou seja, quando aquilo que não dizemos se vai acumulando e de repente, dizemos a coisa errada à pessoa errada, no momento errado, com a intensidade errada. Devemos dizê-lo naquele momento em que ainda conseguimos regular um pouco as nossas emoções e comunicá-las de forma clara.

Dinâmica entre os participantes/Créditos da foto: Workmove

 Integrall: O que não verbalizamos somatiza-se no corpo?

Paulo Moreira: Sim, há várias teorias em relação a isso. Se a somatização existe sempre ou não, é relativo, mas que a longo prazo esse processo existe, sim, está mais do que evidenciado que existe. Há, inclusive, uma linha de investigação – a psiconeuroimunologia  – que mostra que fenómenos psicológicos afetam o nosso sistema imunitário. Então, a longo prazo, há sempre esse impacto. A curto prazo não quer dizer que exista.

“Os homens têm mais tendência a fugir das emoções”

Integrall: Muitas pessoas fogem das emoções?

 Paulo Moreira: Sim e há uma diferença acentuada de género, ou seja, os homens tendem a fazê-lo mais – é uma evidência -, e muito porque, culturalmente, não é bem visto expressar emoções mais frágeis. Pelo contrário, exprimir a raiva já é bem visto,  porque se trata de uma emoção quente, combatível, forte.

Integrall: No caso da tristeza, costumava ouvir-se: “o homem não chora”…

 Paulo Moreira: Sim e isso impacta de alguma forma. Por isso, há uma grande diferença de género, mas também, evitamos as emoções porque são desconfortáveis. De uma forma geral,  evitamos tudo o que é desconfortável.

“Homens e mulheres sentem da mesma forma, mas expressam de forma diferente e com frequências diferentes.”

Integrall: Essa diferença de género pode dar-se porque os homens não querem mostrar “fraqueza”?

Paulo Moreira: Também por isso. Há regras culturais que referem que não é correto expressar certas emoções, mas, ao mesmo tempo, nós, homens e mulheres – é transversal – não gostamos do desconfortável e por isso, temos maior dificuldade ou resistência em lidar e comunicar o que nos é desconfortável, temos tendência a suprimir, mas, também, neste caso, há diferenças de género estudadas: os homens suprimem mais e as mulheres expressam mais. Aliás, há estudos que mostram que, fisiologicamente, a experiência emocional é similar em homens e mulheres, ou seja, sentimos da mesma forma, mas expressamos de forma e com frequências diferentes. É errado dizer que as mulheres são mais emotivas, o que acontece é que elas expressam mais as emoções.

“É errado dizer que as mulheres são mais emotivas, o que acontece é que elas expressam mais as emoções”

Integrall:  Ainda assim, os homens começam a expressar mais as suas emoções?

Paulo Moreira: Continua a haver, claramente, uma diferença acentuada, mas, hoje, fala-se mais sobre isso e eu noto, também, nas minhas formações, que, apesar de haver sempre mais público feminino, há cada vez mais público masculino interessado, à procura, que já se abre mais e já se permite mais falar sobre o assunto.

Sofia Castro Fernandes desmistificou a empatia/Créditos da foto: Workmove

“A emoção sinaliza alguma coisa que está a acontecer sobre mim e sobre o meu meio”

Integrall: Nesta edição foram abordados temas que considera importantes para aprender a lidar melhor com as emoções, como o divertimento, a empatia, o burnout a felicidade e a superação. Qual a função de uma emoção?

Paulo Moreira: A emoção sinaliza alguma coisa que está a acontecer sobre mim e sobre o meu meio. Tomando como exemplo a irritação: vamos supor que eu estou a trabalhar, quero despachar uma coisa e um colega começa a interromper-me constantemente. Eu continuo a trabalhar, depois toca o telefone e eu irrito-me. O que é que a irritação significa? Significa que eu tenho um desejo, tenho um objetivo – acabar o que estou a fazer- e estou a ter uma interferência externa a esse desejo. A função da irritação é muito importante: é para que eu, de alguma forma, possa remover essa interferência. Neste caso, posso dizer ao meu colega que preciso de terminar aquela tarefa ou posso colocar telefone em modo de voo. Se não sentisse aquela emoção, o mais provável era deixar o trabalho para trás. A irritação, embora desconfortável, sinaliza alguma coisa. Todas as emoções têm uma função e dão-nos informação sobre o que está a acontecer.

A psicóloga Isa Silvestre respondeu a perguntas da audiência/Créditos da foto: Workmove

Integrall: Como é que se identifica a mensagem que a emoção nos quer transmitir?

Paulo Moreira: Com literacia emocional, ou seja, a pessoa tem de aprender, tem de ler, tem de se formar sobre o assunto. Ninguém nasce com essa informação, tem de ir explorar. Como é que se aprende uma língua? É preciso ter aulas, aprender com quem sabe, fazer formações.

Integrall: Quando entendemos as emoções conseguimos geri-las melhor?

Paulo Moreira: Não quer dizer que o consigamos sempre, não é um produto final. Não se trata de saber ou não gerir, mas é uma questão de consistência e de frequência.

Integrall: É preciso saber distinguir as emoções?

Paulo Moreira: Sim, há um exemplo que eu dou sempre. Um jovem chega a casa e diz: “sinto-me mal com o meu dia”. Neste caso, sentir-se mal é como um guarda-chuva. Ele pode sentir-se frustrado, irritado, decepcionado. Cada uma destas emoções tem uma informação, tem uma função e por isso é que discriminar emoções é tão importante.

“As emoções alteram-nos a perceção e as decisões a tomar”

Integrall: De que forma é que as emoções transformam decisões, relações, desempenhos?

Paulo Moreira: A partir do momento em que alteram a nossa perceção e comportamento. Vou dar outro exemplo de uma pequena irritação, que é uma emoção comum. Se eu estiver irritado, chegar a casa e viver com alguém, tenho maior probabilidade de querer discutir, fico mais sério, menos paciente, quero que não me stressem, porque tenho tendência a reagir a qualquer gatilho mínimo, mesmo àqueles em que noutra não  reagiria. O oposto também acontece, por exemplo, quando um empreendedor tem uma ideia e trabalha com pessoas muito entusiasmadas, elas podem não contemplar os riscos dessa ideia. Então, as emoções alteram-nos a perceção e as decisões a tomar em tudo.

Integrall: É preciso distanciamento?

Paulo Moreira: E identificar a emoção porque, às vezes, temos de tomar uma decisão quando estamos a experienciar emoções diferentes é por isso que se costuma dizer: “vai dormir que amanhã vais ver as coisas de forma diferente”. Todos nós sabemos disso.

Integrall: Dormir sobre o assunto…

Paulo Moreira: Sim.  É como quando recebemos “aquele” e-mail e queremos responder logo, mas não o fazemos e quando voltamos a ele, já respondemos de maneira diferente ou então, enviamo-lo, no momento, e quando vamos a ver, dizemos:” como é que eu escrevi aquilo?”. Por vezes, temos de passar por estágios diferentes para perceber se realmente ainda é assim que vemos uma situação.

Créditos da foto: Workmove

Integrall: Abriu a palestra, dizendo que há três formas diferentes de olhar para emoções desagradáveis. Quais são?

Paulo Moreira: Uma delas é ignorar que essas emoções existem, o que não resulta porque elas existem e estão a dizer alguma coisa. Ao ignorar, há o chamado efeito ricochete que é: quanto mais ignoramos ou suprimimos emoções desagradáveis, mais elas se intensificam. Há uma segunda variação em que as pessoas dão uma hiperatenção a essas emoções, ou seja, ruminam excessivamente sobre elas, o que também não é positivo porque se perdem nas emoções – perde-se a sua parte funcional-, ficando, apenas, no desconforto que elas geram. Uma terceira maneira é aprender, aos poucos, a olhar para a emoção de forma curiosa, perceber o que é que está a dizer e utilizá-la da melhor forma ou, se não, perceber o que está a sentir, avançar. Em suma, as três grandes formas de lidar com emoções negativas são: ignorar, reviver e olhar para elas, prosseguindo.

“Nós nunca conseguimos, efetivamente, entender a 100 por cento como é que o outro sente porque não estamos ligados aos seus nervos”

Integrall: Sobre a empatia, fez um exercício em as pessoas davam as mãos para perceberem que não estavam a sentir a mão do outro, mas, sim, a sua própria mão apertada pela da outra pessoa. O exercício foi para mostrar que quando as pessoas dizem: “tu não percebes o que eu estou a sentir” é porque os seus nervos não estão ligados aos do outro…

Paulo Moreira: Sim. Uma das formas de definir empatia é colocarmo-nos na pele de outra pessoa, entender o que sente, mas nós nunca conseguimos, efetivamente, entender a 100 por cento como é que o outro sente porque não estamos ligados aos seus nervos. O que podemos é simular como é que seríamos nós na pele daquela pessoa, mas somos sempre uma pessoa diferente. Nós não sabemos exatamente o que é que alguém está a passar – podemos até estar a ser empáticos -, mas não conhecemos aquela pessoa, a sua história de vida, as suas vivências, como é que experiencia as coisas, a sua bagagem.

“50 por cento da população mundial teve, tem ou terá uma doença do foro psiquiátrico”

Integrall: Sobre o burnout, divulgou estatísticas que revelam que uma em cada duas pessoas irão sofrer de uma doença psiquiátrica.

Paulo Moreira: As estatísticas oficiais recentes indicam que cerca de 25 por cento da população portuguesa sofre uma doença de foro psiquiátrico e há autores que perspetivam que, na geração que está viva agora-  desde a criança que acabou de nascer até à pessoa que tem 100 anos – as pessoas que já tiveram, têm ou irão ter uma doença de foro psiquiátrica serão 50 por cento da população mundial.

Integrall: É preciso olhar com atenção para a saúde mental?

 Paulo Moreira: Sim, nós vemos que os rácios estão a piorar cada vez mais, de forma geral, por todo o mundo.

Paulo Azevedo deu o seu exemplo de vida e de superação/DR

Integrall: Quando falou da superação, explicou que há três formas de resposta a um evento traumático.

Paulo Moreira: A primeira é sobreviver. São as pessoas que, após um evento traumático, subsistem, mas não conseguem voltar a estar como dantes. Por exemplo, uma pessoa que está a passear à noite e é vítima de um assalto muito violento com uma arma de fogo, fica com medo de passear à noite sozinha, ou seja, ela não consegue retomar a sua vida como era, ela sobrevive, mantém-se minimamente. A segunda forma é recuperar. Costumo dar o exemplo de um paciente oncológico, que passa por um tratamento e consegue ultrapassar, ou seja, recupera a sua saúde, o seu emprego, as suas relações de anteriormente à doença. A terceira forma – a que está mais ligada à superação- é quando superamos ou prosperamos com um evento negativo e traumático. Ele não deixa de ser negativo – atenção -, mas aprendemos e conseguimos ficar melhor do que éramos antes, crescemos, evoluímos, olhamos para a vida de outra forma, aproveitamo-la mais.

“Temos de ter cuidado com esta ‘perseguição’ continuada de querermos ser felizes”

 

O autor motivacional Fábio Borges pôs o público em movimento/Créditos da foto: Workmove

 Integrall: A felicidade foi outro dos temas deste evento. O Paulo diz que “quanto mais queremos ser felizes, menos somos”. Porquê?

 Paulo Moreira: Há investigações que mostram esse efeito paradoxal. Todos queremos ser felizes, mas quando isso se torna o nosso objetivo principal, estudos revelam que nos tornamos menos felizes, porque colocamos a felicidade num patamar muito elevado. Estamos sempre a comparar-nos e a pensar que, se não estamos felizes, devemos ter algum problema, em vez de estarmos apenas a usufruir daquilo que estamos a sentir. Temos de ter cuidado com esta “perseguição” continuada de querermos ser felizes porque nem sempre é positiva.

Integrall: É a terceira vez que organiza este evento. Em que é que ele difere das edições anteriores?

 Paulo Moreira: Cada edição é totalmente diferente. Não é uma repetição: mudamos oradores, temos peças de teatro, mas são completamente diferentes, em cada evento há cinco temas diferentes. No primeiro ano, abordámos as emoções básicas – medo, alegria, raiva tristeza -, mas, também, falámos sobre amor e na segunda, falámos de stress, procrastinação, resiliência.

Integrall: Quantas pessoas estão aqui presentes?

Paulo Moreira: Cerca de 600 pessoas.

Créditos da foto: Workmove

Integrall: O número tem vindo a crescer ao longo das edições?

Paulo Moreira: Há uma nuance estratégica. No primeiro ano, tivemos a casa cheia, no Fórum Lisboa, com 650 pessoas. Tivemos de aumentar o espaço, a ideia sempre foi de crescimento constante e por isso, na segunda edição, no ano passado, estivemos na Aula Magna, com 1300 pessoas – foi uma logística tremenda, que obrigou a que a equipa estivesse mobilizada e concentrada, administrando muito tempo. Então, porque na nossa empresa, temos muitos projetos, estrategicamente, este ano, decidimos dar um passo ao lado -não foi para trás – e manter-nos à volta das 500/600 pessoas para assim podermos trabalhar na qualidade do evento, em vez de ser só crescer.

 Integrall: O que é que as pessoas vêm à procura?

Paulo Moreira: Umas são curiosas e querem aprender sobre o tema, muitas querem aprender sobre estratégias, sobre como lidar com as emoções, outras querem passar um bom momento a falar sobre este tipo de temáticas e vivenciá-las, porque o que eu noto é que, normalmente, estes são eventos de autoajuda ou muito académicos, mas em que não há uma parte vivencial. Então, nós quisemos equilibrar um pouco a ciência e a parte experiencial.

Integrall: A parte experiencial tem pautado todas as edições?

Paulo Moreira: Sempre. Há sempre induções, como as que tivemos hoje: uma dinâmica de Squid Game ou peças de teatro. A ideia é que os participantes, no fim do dia, experienciem várias emoções, porque isso ajuda a criar memórias e saiam daqui com conteúdo, estratégias e  informação para poderem aplicar na prática.

Integrall: Que balanço faz desta 3ª edição?

Paulo Moreira: O feedback é sempre muito positivo. Temos crescido muito e o feedback tem sido muito positivo, felizmente. As pessoas estão sempre muito curiosas – temos pessoas que têm vindo a todas as edições – e estão sempre à espera desta mistura de palestras, peças de teatro, induções, da parte mais vivencial e especial.

Integrall: As pessoas aplicam o que aprendem aqui no dia a dia?

Paulo Moreira: Isso acontece muito nas formações, que é onde eu acompanho as pessoas mais de perto. Aqui, como é um evento e eu intervenho poucas vezes, não consigo acompanhar tanto, mas, nas formações, sim, vejo sempre algum tipo de resultado na vida pessoal e na vida profissional dos meus alunos.

Integrall: Para o ano há mais?

Paulo Moreira: Vamos ver. Tem sido anual, mas, mais uma vez, devido ao elevado número de projetos da nossa empresa, estamos a pensar tornar este evento bienal.

 Integrall: Para quem quiser aprender a lidar melhor com as emoções, o Paulo tem uma formação certificada, que vai decorrer de 13 a 17 de abril, em Lisboa e de 9 a 13 de novembro, no Porto.

Paulo Moreira: Sim, é a certificação em inteligência emocional aplicada.

Integrall: A quem é que se destina?

 Paulo Moreira: A certificação é aberta ao público, em geral, apesar de termos sempre mais participantes da área da saúde, psicologia, educação e também, muitas empresas – gestores -, porque esta certificação dá para utilização própria e para aplicar em terceiros, ou seja, temos participantes que a fazem porque querem aprender ferramentas para si mesmos e outros que a fazem para incorporar na sua vida profissional.

Integrall: Um conselho para quem não saiba gerir as suas emoções ou que não tenha nenhum conhecimento sobre este tema. Por onde é que se começa?

 Paulo Moreira: Essa é uma pergunta que me fazem muitas vezes e a que é difícil de responder. É como perguntar como é se aprende Inglês ou a programar. Há muitas formas e bloqueamos no como começar.
O que importa é começar, não há um caminho único: pode ser a ler num livro sobre inteligência emocional, a fazer uma pequena formação, a ouvir vídeos sobre o tema. Não consigo indicar um único caminho, há vários caminhos por onde começar.

Tags: Gestão das emoçõesinteligência emocionalPaulo Moreira

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